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Pandemia aumenta tensão em campos de migrantes superlotados no Panamá

Pandemia aumenta tensão em campos de migrantes superlotados no Panamá

(ARQUIVO) Foto de 22 de maio de 2019. Migrantes haitianos descansam na Estação Temporária de Assistência Humanitária (ETAH), na aldeia de La Penita, província de Darien, Panamá. - AFP/Arquivos

“Somos migrantes, não somos escravos”, disse Renick Miseney, um haitiano entre cerca de 2.000 migrantes que lotam abrigos no Panamá.

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Depois de atravessar a fronteira da Colômbia, refugiados de Cuba, Haiti, Bangladesh, Nepal, Congo, Camarões e Índia ficaram bloqueados no país.

Devido à pandemia do novo coronavírus, eles foram impedidos de continuar sua jornada para os Estados Unidos, Canadá ou México.

Antes da crise, cem deles eram enviados todos os dias, com a permissão de San José, para a fronteira com a Costa Rica, onde continuavam sua jornada, até que as fronteiras foram fechadas pelo coronavírus.

A situação aumentou a tensão nos campos, onde os migrantes pedem melhores condições de acomodação e permissão para prosseguirem.

Autoridades os acusam de incendiar armazéns médicos em La Peñita, um campo em Darien, na fronteira com a Colômbia.

Também denunciam danos a veículos e retenção forçada de funcionários, acusações negadas pelos estrangeiros que culpam a polícia.

– Bloqueados –

Miseney tentava chegar ao México para tentar a sorte com a esposa e o filho de 15 meses.

Mas a pandemia o surpreendeu e agora ele permanece no campo de Lajas Blancas, em Darien.

“Muitos migrantes estão aqui há seis meses. Dormimos e vivemos mal. Não sabemos quando vamos sair daqui”, disse Miseney.

“Estamos com cavalos, vacas, burros, cabras, galinhas”, disse Miseney.

Em um vídeo enviado à AFP, um haitiano, identificado como Marco, denuncia que cerca de 1.500 pessoas em La Peñita são tratadas “como se fossem cães”.

“Não existe vida razoável aqui, as pessoas dormem em papelão e ferro (ferro)”, acrescenta.

Cerca de 24.000 pessoas atravessaram a floresta de Darien em 2019 e este ano mais de 4.000 fizeram a mesma jornada, apesar do perigo, segundo dados oficiais.

– Panela de pressão –

Samira Gozaine, diretora do Serviço Nacional de Imigração, informou à AFP que 250 a 300 migrantes seriam deportados por incidentes violentos.

“Eles estão nos ameaçando que, se não permitirmos que eles prossigam, vão continuar (os protestos) até que haja mortos”, alertou Gozaine.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos solicitou apoio internacional e exigiu que o Panamá garanta os direitos dos migrantes.

O governo panamenho está habilitando uma nova estação com 48 casas para melhorar o atendimento.

“Nós os tratamos como seres humanos e estamos melhorando suas condições”, disse o ministro da Segurança do Panamá, Juan Pino.

Pino informou que voos humanitários foram oferecidos aos migrantes que desejassem retornar para seus países.

“Isso é como uma panela de pressão”, disse à AFP Walter Cotte, diretor regional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho para as Américas e o Caribe.

A gravidade da situação exige que se faça “todo o possível para amenizar a tensão e chegar a um acordo que proteja os migrantes”, acrescentou Cotte.

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