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Panamá discute com UE sua classificação como paraíso fiscal

Panamá discute com UE sua classificação como paraíso fiscal

Homem segura bandeira da União Europeia, em Bucareste, no dia 26 de novembro de 2017 - AFP

O Panamá deu início, nesta quinta-feira (7), a uma ofensiva diplomática para mostrar sua discordância com sua inclusão na primeira lista de paraísos fiscais da União Europeia e anunciou que vai avaliar quais medidas tomará.

As primeiras reuniões aconteceram na Guatemala, onde a ministra das Relações Exteriores do Panamá, Isabel de Saint Malo, conversou com seu equivalente espanhol, Alfonso María Dastis, e com o vice-chanceler de Portugal, José Luis Pereira, confirmou à AFP uma fonte da Chancelaria panamenha sob anonimato.

Saint Malo mostrou seu “rechaço contundente” à decisão europeia, enquanto Dastis e Pereira expressaram seu “apoio ao Panamá” e “seu compromisso de trabalhar de mãos dadas” para reverter a situação, segundo a fonte.

Horas antes, o ministro panamenho de Economia e Finanças, Dulcidio De La Guardia, tinha afirmado que o governo teria reuniões com autoridades europeias para explicar a posição do Panamá. O país considera injusta e arbitrária sua inclusão nesta lista.

Segundo De La Guardia, o Panamá também vai buscar se aproximar com a Coreia do Sul, outro dos países que aparece na lista.

“Neste momento, o que cabe é pensar com a cabeça fria, analisar as ações seguintes do Panamá e iniciar uma ofensiva diplomática em nível internacional em relação ao tema”, disse De La Guardia à emissora TVN-2.

Os ministros das Finanças da União Europeia adotaram, nesta terça-feira, sua primeira lista negra de paraísos fiscais, que inclui 17 países de fora do bloco, como Panamá, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul, entre outros.