O título do Palmeiras neste domingo é mais do que a 27ª conquista do Paulistão do clube. A taça representa a quebra de um jejum de dois anos da equipe, cujo último título havia sido justamente o Estadual, em 2024.
A conquista daquele ano foi em 7 de abril, 700 dias antes deste domingo. Desde então, o Palmeiras chegou perto de quatro títulos, mas perdeu todos. Foi vice em duas edições do Brasileirão (2024 e 2025), Libertadores e Paulistão de 2025.
O time ainda caiu nas oitavas de final da Libertadores 2024 e da Copa do Brasil em 2024 e em 2025. Entre as derrotas, o técnico Abel Ferreira sempre enfatizou que “não se ganha sempre”.
“O Ayrton Senna, em 10 (temporadas), ganhou três e perdeu sete. Os torcedores de todas as equipes têm de estar preparados, porque vão perder mais do que ganhar. Nem o Max Verstappen, que também é meio brasileiro, vai ganhar todas”, disse o treinador, recentemente, após um empate por 2 a 2 contra o Atlético-MG, pela estreia no Brasileirão.
Mesmo diante das adversidades, o técnico foi mantido e bancado pela diretoria, inclusive com a renovação de contrato no fim de 2025. O vínculo foi estendido até o fim de 2027 e fez com que Abel Ferreira se tornasse o quinto técnico com trabalho mais longevo no Brasil.
Quando comentou a demissão de Filipe Luís no Flamengo, que tem sido antagonista do Palmeiras nos últimos anos, a presidente Leila Pereira enfatizou que mantém o mesmo técnico desde o início da sua gestão.
“Eu já vi vários clubes fazendo esse tipo de coisa e acho uma falta de respeito absurda dispensar qualquer colaborador, funcionário ou profissional no calor dos acontecimentos, à 1h, 2h da manhã. Isso nunca aconteceu. Aliás, também porque eu nunca demiti técnico”, declarou Leila em entrevista à CazéTV.
Mesmo com a sequência sem troféus em 2024 e 2025, a manutenção deu certo neste domingo, novamente com um título do Paulistão. É a consolidação da máxima de Abel Ferreira de que não se ganha sempre, mas isso não elimina motivos para comemorar.