Tecnologia & Meio ambiente

Países do Pacífico cobram volta dos EUA ao Acordo de Paris

SYDNEY, 06 SET (ANSA) – Os líderes de 18 países do Pacífico, reunidos na ilha de Nauru, de apenas 10 mil habitantes, assinaram nesta quinta-feira (6) uma declaração conjunta que cita as mudanças climáticas como “a mais grave ameaça” à segurança e ao bem-estar dos povos da região.   

O documento encerrou o 49º Fórum das Ilhas do Pacífico e reuniu algumas das nações mais ameaçadas pelo aumento do nível dos mares, como a própria Nauru.   

“Os líderes reafirmam a importância de uma ação imediata para combater as mudanças climáticas a apelam a todos os países, principalmente aos grandes emissores de gases do efeito estufa, para que implantem plenamente os objetivos de mitigação”, diz a declaração.   

Além disso, exortam os Estados Unidos a permanecerem no Acordo de Paris sobre o Clima e a manter os pactos assumidos por Barack Obama. Donald Trump anunciou a saída dos EUA do tratado em 2017, mas a retirada só deve ser efetivada no fim de 2020.   

No entanto, as políticas da Austrália também preocupam seus vizinhos. O país se comprometeu a reduzir suas emissões em 26% na comparação com 2005, mas o governo conservador atualmente no poder ainda não implantou políticas para atingir esse objetivo.   

Como região, o Pacífico é a que menos produz gases do efeito estufa no mundo, mas seus habitantes estão na primeira linha dos efeitos do aquecimento global, sofrendo com o aumento do nível dos mares, a crescente salinidade da água e desastres naturais mais frequentes.   

No fórum de Nauru, os países anunciaram a criação de um fundo de US$ 1,5 bilhão para ajudar a região a responder às mudanças climáticas. (ANSA)