Países do G7 se dizem prontos a ajudar na segurança de Ormuz

Países do G7 se dizem prontos a ajudar na segurança de Ormuz

"PetroleiroIrã lança mísseis contra base estratégica de Reino Unido e EUA. Porta‑voz da Guarda Revolucionária e chefe de inteligência de milícia aliada morreram na véspera. Acompanhe o conflito.
Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã, e suas forças armadas se planejam para mais seis semanas de guerra;
Irã lançou na sexta-feira (20/03) novos ataques a Israel e países do Golfo Pérsico. Guarda Revolucionária iraniana disse que pretende "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
No Líbano, ataques de Israel mataram mais de 1 mil pessoas em três semanas, diz governo. Mais de 1 milhão já foram deslocadas.
Em Israel, 15 pessoas foram mortas por mísseis iranianos, e outras quatro morreram na Cisjordânia. Pelo menos 13 militares americanos foram mortos.
Trump pede a aliados que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz, mas recebe resposta negativa.
Irã ameaça atacar empresas americanas na região se EUA avançarem contra infraestrutura energética do país.
Exército israelense confirma invasão terrestre do Líbano.
Irã confirma morte de chefe de segurança Ali Larijani, em ataque israelense.
Preços do gás e petróleo disparam.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Países do G7 se dizem prontos a ajudar na segurança de Ormuz
Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo formado pelas economias mais ricas do mundo, disseram neste sábado (21/03) que estão prontos para tomar as medidas necessárias para restabelecer o fornecimento global de energia e reafirmaram a importância de salvaguardar as rotas marítimas, incluindo no Estreito de Ormuz.

"Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis ​​da República Islâmica do Irã e seus aliados", disseram os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, assim como o chefe da diplomacia da UE, em um comunicado.

"Condenamos nos termos mais fortes os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura energética", afirmaram.

md (Reuters, ots)

Irã precisa de garantias contra agressão, diz presidente do país
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ser necessário haver uma "cessação imediata" do que descreveu como agressão dos EUA e de Israel para pôr fim à guerra e ao conflito regional mais amplo, segundo publicou neste sábado a embaixada do Irã na Índia na plataforma X.

Pezeshkian conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

O presidente iraniano disse a Modi que o único caminho para dar fim à atual guerra e prevenir uma catástrofe regional mais ampla é, além do fim das agressões, a concessão de garantias de que tais agressões não ocorrerão no futuro.

Ele também pediu que o grupo Brics de nações emergentes — do qual a Índia é membro fundador, assim como o Brasil, e ao qual o Irã se juntou em 2024 — desempenhe um papel independente no conflito.

Segundo a publicação, Pezeshkian propôs ainda um arcabouço de segurança regional composto por países da Ásia Ocidental para garantir a paz sem interferência externa.

Irã lança mísseis contra base militar de EUA e Reino Unido
O Irã lançou mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no oceano Índico que abriga uma base militar estratégica do Reino Unido e dos Estados Unidos.

O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis do Irã" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os mísseis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã.

Os EUA descrevem a base de Diego Garcia como "plataforma praticamente indispensável" para operações de segurança no Oriente Médio, no sul da Ásia e no leste da África. Lar de cerca de 2,5 mil integrantes — em sua maioria americanos —, ela já apoiou operações militares americanas desde o Vietnã até o Iraque e o Afeganistão.

No ano passado, os EUA enviaram vários bombardeiros B‑2 Spirit, com capacidade nuclear, para Diego Garcia, em meio a uma intensa campanha de ataques aéreos contra os rebeldes houthis do Iêmen.

O Reino Unido inicialmente recusou permitir o uso da base para ataques americano‑israelenses contra o Irã. Mas, após a República Islâmica retaliar contra países vizinhos, o governo britânico afirmou que bombardeiros americanos poderiam usar Diego Garcia e outra base britânica para atacar os locais de lançamento de mísseis iranianos.

Na sexta‑feira (20/03), o governo britânico disse que isso inclui locais usados para atacar navios no Estreito de Ormuz. O Reino Unido insiste que bases britânicas só podem ser usadas para "operações defensivas específicas e limitadas".

Mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no X que o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, "está colocando vidas britânicas em risco ao permitir que bases do Reino Unido sejam usadas para agressões contra o Irã".

O Irã atualmente mantém um limite autoimposto ao seu programa de mísseis balísticos, restringindo seu alcance a 2 mil quilômetros. No entanto, autoridades americanas há muito alegam que o programa espacial iraniano poderia permitir o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

ht (AP)

EUA e Israel divergem na previsão para ataques contra o Irã
Com algumas horas de diferença, Israel e Estados Unidos ofereceram previsões distintas para a guerra contra o Irã.

Neste sábado (21/03), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que os ataques contra o Irã "aumentarão significativamente" na próxima semana. Pouco antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmara que considerava reduzir as operações militares no Oriente Médio.

Segundo o republicano, os EUA estão próximos de alcançar seus objetivos, mas outros países deveriam assumir a liderança na proteção do Estreito de Ormuz, cujo fechamento parcial ameaça um choque global de energia.

Enquanto isso, os Estados Unidos enviam mais navios de guerra e fuzileiros navais para a região, e o Irã ameaça atacar locais turísticos ao redor do mundo.

As mensagens contraditórias dos EUA vieram após uma nova alta nos preços do petróleo derrubar o mercado acionário americano. Em seguida, o governo Trump anunciou que suspenderia sanções sobre petróleo iraniano já carregado em navios, a fim de conter o disparo dos preços dos combustíveis.

De forma geral, Trump e seu governo têm enviado sinais ambíguos sobre os objetivos dos EUA ao longo da guerra, que agora entra na quarta semana, deixando tradicionais aliados americanos sem clareza sobre como reagir.

ht (AP, Reuters)

Ataque aéreo atinge maior instalação nuclear do Irã
A instalação nuclear de Natanz, no Irã, foi atingida neste sábado (21/03) por um ataque aéreo de Estados Unidos e Israel, reportou a agência oficial iraniana Mizan. Não teria havido vazamento de radiação, indicaram o mesmo veículo e a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).

Trata-se do principal local de enriquecimento de urânio do Irã, que já havia sido atingido na primeira semana da guerra no Oriente Médio. Imagens de satélite indicaram, à época, que várias edificações haviam sido afetadas, e a IAEA confirmou ter havido danos aos prédios de entrada. Segundo a agência nuclear das Nações Unidas, “nenhuma consequência radiológica” era esperada do ataque anterior.

O chefe da IAEA, Rafael Grossi, renovou neste sábado o "pedido de moderação por parte das forças armadas para evitar qualquer risco de acidente nuclear."

Natanz fica a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã, a capital iraniana. As instalações nucleares também já haviam sido alvo de ataques aéreos por Israel na guerra de 12 dias em junho de 2025 e também pelos Estados Unidos.

Após esses ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as instalações nucleares iranianas haviam sido "completamente e totalmente obliteradas".

Também neste sábado, o exército israelense afirmou ter iniciado uma onda de ataques contra membros da milícia libanesa Hezbollah, alinhada ao Irã, nos subúrbios de Beirute. Horas depois, houve incêndios, fortes explosões e fumaças na capital do Líbano.

O Irã, por sua vez, lançou foguetes contra o território israelense durante a noite e a manhã. Israel reportou ter interceptado ataques, enquanto serviços de emergência foram encaminhados para locais impactados na área de Tel Aviv. Havia imagens de danos materiais, sem relatos de feridos.

Segundo a Casa Branca, um dos principais objetivos da guerra deflagrada há três semanas é impedir que o Irã adquira armas nucleares. O país nega nega desenvolver um programa nuclear.

ht (AP, dpa)

Suíça bloqueia exportação de armas aos EUA devido à guerra no Irã

O governo suíço confirmou nesta sexta-feira que "não pode autorizar" as exportações de material de guerra para os Estados Unidos devido à participação deste país na guerra no Irã. A medida foi aplicada com base no princípio de neutralidade, que impede esse tipo de comércio com países em conflito.

A tradicional neutralidade suíça também impede a exportação de material de guerra para Israel e Irã, embora o país já não autorizasse exportações para esses dois há muitos anos, conforme indicado em comunicado do governo (no caso do Irã, há até mesmo um embargo em vigor).

A Suíça já havia indicado na semana passada que, desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, não havia autorizado nenhum pedido de exportação de armamento para os Estados Unidos, seu segundo maior comprador de material de guerra em 2025, embora essa posição tenha sido avaliada e esclarecida nesta sexta-feira na reunião do Conselho Federal (Executivo).

Na reunião, foi informado que as autorizações já em vigor para os Estados Unidos continuam válidas, uma vez que os bens não se destinam a fins militares; no entanto, elas serão periodicamente analisadas por um grupo de especialistas de vários ministérios, incluindo os de Economia, Relações Exteriores e Defesa, para determinar se cumprem o princípio da neutralidade.

Esse mesmo grupo, destacou o governo, também examinará periodicamente as exportações de bens de dupla utilização (militar e civil) e de determinados bens para o Irã, enquanto as destinadas a Israel manterão as restrições já em vigor.

No ano passado, as empresas suíças de armamento exportaram material de guerra no valor de 948,2 milhões de francos suíços (1.052,6 milhões de euros), cerca de 43% a mais do que no ano anterior.

Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador, atrás apenas da Alemanha, importando no valor de 94,2 milhões de francos suíços (105 milhões de euros), destinados principalmente a vários tipos de munição e componentes de aviões de combate.

jps (EFE)

EUA enviam mais 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio
As forças militares dos EUA estão reforçando sua presença no Oriente Médio, com mais três navios de guerra adicionais e cerca de 2.500 fuzileiros navais enviados para a região, em meio a especulações de que as operações poderiam se expandir para incluir ataques terrestres ao Irã.

Segundo membros do governo americano ouvidos pela agência Reuters, ainda não foi tomada nenhuma decisão de enviar tropas para o próprio Irã, mas os militares extras devem reforçar a capacidade para possíveis operações futuras na região.

Entre os navios enviados está o USS Boxer, um navio de assalto anfíbio.

A medida ocorre no momento em que autoridades de defesa dos EUA solicitam ao Congresso um adicional de US$ 200 bilhões para cobrir os esforços de guerra.

As Forças Armadas dos EUA já contam com cerca de 50.000 militares na região.

jps (DW, Reuters)

Líder supremo do Irã diz que inimigo está "derrotado"
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (20/03) que os inimigos da República Islâmica estão "derrotados" na guerra contra os Estados Unidos e Israel, em uma mensagem escrita para o Ano-Novo persa, o Nowruz.

"No momento, devido à unidade particular que foi criada entre vocês, nossos compatriotas, apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política, o inimigo foi derrotado", disse Khamenei, que ainda não apareceu em público desde que foi nomeado sucessor de seu pai, Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo no início da guerra.

Khamenei afirmou que o lema do ano será "economia de resistência sob a sombra da unidade nacional e da segurança nacional”, em uma referência aparente às dificuldades econômicas do país em meio à guerra em curso.

gq (AFP, DW)

Kiev envia unidades militares ao Oriente Médio para interceptar drones
A Ucrânia enviou unidades militares para vários países do Oriente Médio para ajudar a interceptar drones, afirmou o alto funcionário de defesa ucraniano Rustem Umerov.

Umerov disse em uma publicação no X que visitou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait, no Golfo Pérsico, além da Jordânia e que teria destacado unidades para esses países.

"Especialistas militares ucranianos estão atuando em cada um desses países sob a coordenação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional", afirmou.

"Unidades de interceptação foram destacadas para proteger infraestrutura civil e crítica. Também está em andamento o trabalho para expandir as áreas de cobertura."

Umerov é o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, órgão que inclui o presidente Volodimir Zelenski, ministros e outras autoridades ucranianas de alto escalão.

As forças armadas ucranianas têm experiência em derrubar os drones kamikaze iranianos Shahed, também usados pela Rússia em sua invasão.

Teerã tem atacado alvos em países do Golfo Pérsico em resposta à campanha de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã.

gq (DW)

Trump chama aliados da Otan de "covardes" por não ajudarem contra o Irã
O presidente Donald Trump criticou os países-membros da Otan pelo que considerou uma falta de apoio à guerra dos Estados Unidos contra o Irã, chamando-os de "covardes".

"Eles não quiseram se juntar à luta para impedir que o Irã se tornasse uma potência nuclear", disse Trump em uma publicação na plataforma Truth Social, referindo-se a membros da aliança militar.

"Agora que a luta foi VENCIDA militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são forçados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os altos preços do petróleo", disse ele.

"É tão fácil para eles fazerem isso, com tão pouco risco", afirmou.

Ele ainda disse que a aliança seria um "TIGRE DE PAPEL" sem os Estados Unidos.

Após o início da guerra, Trump solicitou ajuda aos aliados da Otan e também à China para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, importante passagem para o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico, que foi bloqueada pelo Irã após o início da ofensiva lançada pelos EUA e Israel.

Vários governos europeus descartaram cumprir o pedido dos EUA enquanto as hostilidades estiverem em andamento.

jps (DW)

Abu Dhabi prende mais de 100 por publicações nas redes sociais
Mais de 100 pessoas foram detidas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, por filmarem e divulgarem "informações falsas" sobre a guerra que envolve os Estados Unidos e Israel contra o Irã, anunciou a polícia local.

As autoridades de segurança do emirado detiveram "109 indivíduos de diversas nacionalidades que filmaram locais e incidentes (…) durante os acontecimentos atuais", segundo um comunicado da polícia publicado na plataforma X.

"Tais atos podem incitar ao ódio e espalhar boatos entre a população", afirmou a polícia na mesma nota.

Medidas semelhantes foram tomadas noutros países do Golfo Pérsico, uma vez que o Irã tem realizado ataques de retaliação contra interesses dos Estados Unidos na região, mas também visando infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás, aeroportos e áreas residenciais.

No Catar, as autoridades detiveram mais de 300 pessoas por disseminarem "informações falsas" durante o conflito. O Bahrein e o Kuwait também adotaram medidas semelhantes.

jps (Lusa)

Ataques no Irã matam porta-voz da Guarda Revolucionária
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta sexta-feira (20/03) que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito.

Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o chefe de inteligência da milícia Basij, Esmail Ahmadi, foi morto em um ataque realizado na terça‑feira. A informação não foi confirmada até o momento pelo Irã.

A força paramilitar, responsável pela repressão popular no país e vinculada à Guarda Revolucionária, já havia perdido seu comandante, Gholamreza Soleimani, no mesmo ataque em Teerã.

O comunicado afirma que Ahmadi desempenhava um “papel central” na aplicação de mecanismos repressivos dentro do Irã.

gq (DW, OTS)

Netanyahu sugere construção de oleodutos até costa de Israel para contornar Ormuz
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu nesta quinta-feira (19/03), a criação de rotas alternativas pelo Oriente Médio para contornar o gargalo do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra – o que pressiona preços de petróleo, fertilizantes e gás natural em todo o mundo.

"O que precisa ser feito é criar rotas alternativas. Em vez de passar pelos gargalos do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab el-Mandeb para garantir o fluxo de petróleo, basta ter oleodutos e gasodutos indo para o oeste através da Península Arábica, chegando até Israel, até os nossos portos no Mediterrâneo – aí você elimina esses gargalos de vez", afirmou Netanyahu, em coletiva de imprensa.

O líder de Israel, que trava o conflito contra o Irã ao lado dos Estados Unidos, também acrescentou que esses novos caminhos são "totalmente possíveis em breve".

Além disso, ele classificou como fracassadas as tentativas de fechar o estratégico Estreito de Ormuz. "O culto da morte no Irã está tentando chantagear o mundo fechando uma rota marítima internacional fundamental, o Estreito de Ormuz. Isso não vai funcionar", ratificou.

Se tais dutos forem efetivamente construídos no futuro, uma mudança de rota pode levar Israel a coletar pedágio do combustível e também exercer mais influência sobre países exportadores da região.

Desde o início do conflito, o transporte de commodities que utilizam largamente o gargalo entre o Golfo Pérsico e o de Omã para abastecimento mundial foi prejudicado. O barril de petróleo Brent, por exemplo, já ultrapassou o preço de cem dólares, patamar que não era atingido desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Netanyahu também disse que acredita que o conflito com o país dos aiatolás deverá chegar ao fim em breve. "Vejo essa guerra terminando muito mais rápido do que as pessoas pensam", declarou o israelense.

"Ao fim de 20 dias, posso anunciar que o Irã já não tem capacidade para enriquecer urânio e que já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos", afirmou Netanyahu.

Netanyahu também classificou como "fake news" a alegação de que "Israel tenha, de alguma forma, arrastado os Estados Unidos para um conflito com o Irã" e elogiou a coordenação que considera sem precedentes entre os líderes dos dois países.

"Alguém acredita mesmo que se possa ditar ordens ao Presidente (norte-americano, Donald] Trump?", questionou.

fcl (afp, ots, Lusa)

Pentágo pede 200 bilhões de dólares a mais para a guerra no Irã
O Pentágono está pedindo 200 bilhões de dólares em recursos extras para a guerra contra o Irã, montante que precisará ser aprovado pelo Congresso dos EUA. A quantia se somaria ao aumento de recursos que o departamento recebeu com a lei de redução de impostos do presidente Donald Trump, promulgada no ano passado.

O Departamento de Defesa dos EUA enviou o pedido à Casa Branca, segundo um alto funcionário do governo, que falou sob condição de anonimato à agência AP. Questionado sobre o valor em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19/03), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, não confirmou o montante, afirmando que poderia sofrer alterações.

"É preciso dinheiro para eliminar os bandidos", disse Hegseth. "Vamos voltar ao Congresso e aos nossos representantes lá para garantir que tenhamos o financiamento adequado", acrescentou.

Os congressistas precisariam votar a favor de qualquer financiamento extra, e não está claro se há vontade política para a aprovação de uma quantia tão grande para uma guerra impopular. A dívida do país ultrapassou o recorde de 39 trilhões de dólares.

Embora os republicanos controlem a Câmara e o Senado, pode haver legisladores suficientes que se oponham a gastos governamentais em grande escala.

O Congresso vem se preparando para um novo pedido de verbas, mas não está claro se a Casa Branca já encaminhou o pedido para apreciação. Os congressistas não autorizaram a guerra, e o Congresso demonstra um mal-estar crescente em relação ao alcance e à estratégia da operação militar.

O novo pedido foi divulgado inicialmente pelo The Washington Post.

Segundo Trump, o governo está solicitando os recursos por motivos que vão além do Irã.

"É um mundo muito volátil", disse ele, no Salão Oval. O presidente americano também afirmou que os gastos de emergência seriam um "preço muito pequeno a pagar" para garantir que as Forças Armadas do país permaneçam em plena forma.

fcl (AP, ots)

Caça americano de última geração teria sido danificado por defesas aéreas do Irã
Um caça de guerra dos Estados Unidos precisou fazer um pouso de emergência em uma das bases americanas no Oriente Médio após ter sido atingido. A suspeita é que o ataque tenha sido executado por forças iranianas, informou a CNN.

Oficialmente, o Pentágono não detalhou o episódio, se limitando a afirmar que a aeronave fez um pouso de emergência e que "o piloto está em condição estável".

De acordo com o capitão Tim Hawkins, do Comando Central do Exército dos EUA, o caça do modelo F-35 estava "sobrevoando o Irã em uma missão de combate" quando teve que fazer um pouso de emergência. Segundo ele, a manobra foi feita em segurança e o piloto está "estável".

O F-35, um caça multifunção supersônico, é uma das mais avançadas armas de combate dos EUA e seu preço unitário passa de US$ 100 milhões.

Agora, o incidente está sob investigação, acrescentou a emissora americana.

Se for confirmado, será a primeira vez, desde o início da guerra, que um ataque iraniano terá acertado uma aeronave americana. Essa também seria a primeira vez que um F-35 é atingifo em combate na história.

Desde 28 de fevereiro, dois incidentes envolvendo aeronaves de guerra dos EUA foram confirmados. O último deles ocorreu na semana passada, quando um avião de reabastecimento KC-135 caiu no Iraque, matando os seis tripulantes a bordo. As causas não foram divulgadas, mas o exército americano afirmou que o incidente não ocorreu "por causa de fogo hostil ou amigo".

Anteriormente, na primeira semana de guerra, três F-15 foram atacados por engano por forças do Kuwait, que são aliadas de Washington. Todos os seis tripulantes a bordo dessas aeronaves conseguiram ejetar a tempo e se salvaram.

Fcl (ots)