Comportamento

Países árabes boicotam produtos franceses por declarações de Macron sobre charges de Maomé

Países árabes boicotam produtos franceses por declarações de Macron sobre charges de Maomé

Um homem segura a bandeira da França em Paris, 18 de outubro de 2020 - AFP


Pedidos de boicote aos produtos franceses foram ecoados neste sábado (24) em vários países do Oriente Médio, após a indignação provocada pela promessa do presidente francês Emmanuel Macron de não “desistir da publicação das charges” de Maomé.

Macron fez os comentários na tarde de quarta-feira durante a homenagem ao professor Samuel Paty, decapitado por um jovem tchetcheno simpático ao islamismo radical por mostrar charges do profeta muçulmano durante uma aula sobre liberdade de expressão.

Turquia, Irã, Jordânia e Kuwait denunciaram a publicação dessas caricaturas da revista satírica Charlie Hebdo. Nos últimos dias, os apelos para boicotar os produtos franceses nos países muçulmanos se multiplicaram nas redes sociais.

A Organização de Cooperação Islâmica, que reúne países muçulmanos, criticou “as declarações de alguns líderes franceses (…) susceptíveis de prejudicar as relações franco-muçulmanas”.

No Catar, os supermercados Al Meera e Suq al Baladi anunciaram que vão “retirar” produtos franceses de suas lojas.


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Um correspondente da AFP viu funcionários em uma das lojas da Al Mera removendo potes de geleia da marca St. Dalfour de suas prateleiras.

A Universidade do Catar anunciou no Twitter na sexta-feira o adiamento da celebração da semana cultural francesa após “a ofensa deliberada contra o Islã e seus símbolos”.

Internautas do Kuwait compartilharam imagens de queijos Kiri e Babybel sendo retirados de algumas lojas nas redes sociais.

“Retiramos todos os produtos franceses, ou seja, queijos, cremes e outros produtos cosméticos e os substituímos por marcas do Kuwait”, explicou à AFP o vice-presidente da Federação das Cooperativas do Kuwait, explicando que 60 grandes distribuidoras anunciaram um boicote aos produtos franceses.

Cerca de 200 pessoas se manifestaram na noite de sábado em frente à residência do embaixador francês em Israel para denunciar as declarações de Macron, enquanto na Faixa de Gaza também ocorreram protestos nos quais a imagem do presidente francês foi queimada.

Os países do Golfo, principalmente Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, representam um dos mais importantes mercados para as exportações da indústria agroalimentar francesa.

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