“Pais de menina morta por difteria na Itália denunciam hospitais”

Casal é investigado por homicídio culposo após não vacinar a filha, que faleceu por doença contagiosa

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Pais de Anna Rosa Bartolotta, menina de quatro anos que faleceu por difteria em Palermo, na Itália, apresentaram uma denúncia contra os hospitais que atenderam a criança entre 13 e 20 de agosto. A família acusa as instituições de saúde de terem atrasado o diagnóstico, resultando na morte da filha.

  • Pais de menina morta por difteria na Itália denunciam hospitais por suposta demora no diagnóstico.
  • O casal não havia vacinado Anna Rosa, acreditando em teses anti-vacina já desmentidas pela ciência.
  • Genitores estão sob investigação do Ministério Público por homicídio culposo por omissão, já que a vacina é obrigatória no país.

Os genitores de Anna Rosa, que optaram por não vacinar a filha por acreditarem que imunizantes provocam autismo — tese já desmentida cientificamente —, responsabilizam a demora no diagnóstico pelo trágico desfecho. Eles são agora investigados pelo Ministério Público por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) por omissão.

A vacinação contra difteria é obrigatória para crianças em idade escolar na Itália desde 2017, o que reforça a gravidade da situação. A menina faleceu no hospital pediátrico Giovanni Di Cristina, em Palermo, no dia 20 de agosto.

Como se deu a cronologia dos fatos?

Uma semana antes do óbito, em 13 de agosto, Anna Rosa havia sido levada ao pronto-socorro do hospital Cervello com febre e vômitos. Na ocasião, foi diagnosticada com amigdalite e mandada de volta para casa, sem que a real gravidade de seu estado fosse identificada.

Sem melhoras, os pais retornaram ao pronto-socorro com a criança dois dias depois. Na manhã seguinte, o quadro se agravou, e a menina foi intubada e transferida de ambulância para a UTI pediátrica do hospital Di Cristina, onde viria a óbito. Em uma publicação no Facebook, a mãe de Anna Rosa acusou médicos “incompetentes” de terem “subestimado” o estado de saúde da criança.

A difteria e a importância da vacinação

Um primo da mesma idade de Anna Rosa também testou positivo para difteria. Contudo, seu estado não é grave porque ele já havia iniciado o ciclo de vacinação, evidenciando a eficácia da imunização na prevenção de quadros severos da doença.

A difteria é uma patologia altamente contagiosa que afeta nariz, laringe e amígdalas, podendo ser potencialmente mortal devido à toxina diftérica produzida pela bactéria. Essa substância se espalha pela corrente sanguínea, causando danos graves em órgãos vitais como coração, fígado, rins e o sistema nervoso periférico.

Os primeiros sintomas surgem geralmente de dois a cinco dias após a infecção e incluem membrana branco-acinzentada na garganta e amígdalas, dor de garganta, rouquidão, gânglios linfáticos inchados no pescoço, dificuldade para respirar, secreção nasal, febre e fadiga intensa.

Da IstoÉ com ANSA