O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, um menino de 3 anos, foram presos em Tocantins nesta quinta-feira (6), sob a grave acusação de envolvimento na morte da criança. O garoto foi encontrado sem vida na residência do casal em Palmas na última segunda-feira (3), levantando suspeitas de violência extrema e resultando na detenção dos dois após investigações.
A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas, Tocantins, levou à prisão de seu pai e madrasta.
- Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) revelou que a causa da morte foram múltiplas agressões e violência sexual contra o menino.
- A mãe da criança já havia expressado preocupações sobre a segurança do filho com o pai, relatando ameaças e temores.
Gustavo Feitosa estava na casa do pai, Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, durante o fim de semana que antecedeu sua morte. A Secretaria da Segurança Pública de Tocantins informou que o pai comunicou o falecimento do filho na segunda-feira, justificando a demora no registro da ocorrência por abalo emocional.
O brutal laudo pericial
Contrariando a versão inicial, um laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o garoto Gustavo Feitosa faleceu em decorrência de múltiplas agressões e, chocantemente, violência sexual. As conclusões periciais mudaram o curso da investigação, indicando que a morte não foi natural.
Mãe relata temores e disputa judicial
O caso ganhou novos desdobramentos com a divulgação de um vídeo gravado pela mãe, Sabrina da Silva Feitosa, no qual Gustavo afirma não querer ir para a casa do pai porque “ele me bate”. A defesa da mãe esclareceu que ela já havia relatado que o filho retornava com machucados após passar o tempo com o pai, mas que temia denunciar formalmente devido às ameaças proferidas pelo ex-companheiro.
Os pais do menino não residiam juntos e estavam envolvidos em uma disputa judicial que incluía uma ação para cobrança de pagamento de pensão alimentícia.
Os advogados de Sabrina da Silva Feitosa explicaram que ela não poderia impedir a convivência da criança com o pai para não caracterizar alienação parental, conforme a legislação vigente.
“O medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno, que representa a mãe.
Pai e madrasta negam acusações
Igor Gustavo Veloso de Souza e sua companheira, Kathellen Moreira, de 23 anos, negam veementemente as acusações de envolvimento na morte da criança e de violência.
A defesa de Igor Gustavo Veloso afirmou que ele tem colaborado com as autoridades desde o início da investigação e que sua apresentação para a prisão foi previamente combinada. Os advogados ressaltam que a detenção não foi uma captura, mas sim o cumprimento acordado da ordem judicial.
A defesa de Kathellen Moreira, por sua vez, recebeu com surpresa a decretação da prisão preventiva. Eles argumentam que o pedido não considerou que ela é mãe de uma bebê de cinco meses, ainda em fase de amamentação. Uma nota divulgada pelos advogados informa que será feito um pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos severas ou por prisão domiciliar, visando conciliar as investigações com os cuidados essenciais à filha.
Quais as implicações para a OAB?
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tomou uma medida imediata e suspendeu temporariamente a inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso. Como advogado, ele agora enfrenta as consequências legais e éticas perante sua classe.