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Pai acusa funcionário da Latam de abuso sexual a filho durante conexão de viagem aos EUA

Crédito: AFP/Arquivos

Um homem da Flórida, nos Estados Unidos, está processando a companhia aérea Latam, afirmando que o filho dele, de 6 anos, foi abusado sexualmente por um funcionário da empresa, enquanto viajava como menor desacompanhado do Brasil para os EUA. As informações são do canal FOX35, de Orlando, e da Associated Press.

O pai protocolou a ação na segunda-feira (17). De acordo com o processo, em 2018, a mãe do menino o colocou em um voo da Latam de Belo Horizonte para São Paulo, com a expectativa de que o filho fosse transferido para um voo para a Flórida.

O garoto tinha passaporte brasileiro e americano, e estava com os documentos e as passagens em uma pasta plástica pendurados no pescoço. Antes de chegar em São Paulo, uma comissária de bordo tirou a pasta do pescoço da criança e colocou os documentos na mochila dele. O menino foi entregue a outro funcionário da Latam quando desembarcou em São Paulo, no entanto, a comissária não informou o funcionário onde estavam os documentos de viagem.

Ainda de acordo com o processo, sem os documentos, a Polícia Federal do Brasil não autorizou o voo de conexão do menino. Quando o funcionário da companhia aérea encontrou os documentos na mochila, o voo com destino à Flórida já havia decolado.

Após o incidente, a Latam decidiu deixar o menino em um hotel próximo ao aeroporto, onde quatro funcionários da companhia se revezaram para supervisioná-lo por mais de 15 horas. Segundo o processo, um deles teria abusado sexualmente do garoto.

“A LATAM e o setor de aviação civil em geral tinham conhecimento real do risco para menores desacompanhados durante longas escalas, e que menores desacompanhados que são tratados de forma negligente podem resultar em ataques a crianças”, diz o processo.

Em comunicado, um porta-voz da Latam informou que a empresa não recebeu uma intimação relacionada ao processo. “No entanto, leva a sério qualquer alegação dessa natureza e vai cooperar totalmente com qualquer investigação”, diz a nota.