Um padre brasileiro foi excomungado da Igreja Católica, em Jundiaí (SP), por aderir formalmente ao movimento tradicionalista Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), que contesta reformas do Concílio Vaticano II. A Diocese de Jundiaí anunciou a sanção contra o sacerdote Rodrigo de Oliveira da Silva, que, agora, está proibido de exercer o ministério e celebrar sacramentos.
- Um padre brasileiro foi excomungado da Igreja Católica por se filiar a um movimento tradicionalista que não reconhece o Concílio Vaticano II.
- A Diocese de Jundiaí proibiu o sacerdote de exercer o ministério e invalidou os sacramentos por ele celebrados.
- O caso se soma a uma excomunhão similar em Brasília e reflete a longa disputa entre a FSSPX e a Santa Sé.
A decisão foi oficializada pelo bispo Arnaldo Carvalheiro Neto, que em comunicado determinou que Rodrigo de Oliveira da Silva está impedido de exercer qualquer função sacerdotal. Ele ressaltou que “no que tange aos Sacramentos da Penitência e do Matrimônio, tanto a absolvição sacramental por ele concedida quanto os casamentos por ele assistidos carecem de validade e são nulos”.
O bispo também alertou que a sanção pode se estender a fiéis que optem por romper formalmente a comunhão com Roma para se unir à FSSPX. Ele recomendou aos católicos da diocese que evitem participar de atividades organizadas pelo grupo.
Outros casos de excomunhão no Brasil
Este episódio em Jundiaí não é isolado. Recentemente, a Arquidiocese de Brasília impôs uma sanção semelhante ao padre François Rodrigues Figueiredo Costa, igualmente ligado ao movimento conservador. Ele também foi excomungado e teve os casamentos e confissões por ele realizados declarados inválidos.
Qual o histórico da Fraternidade São Pio X?
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. O grupo reúne aproximadamente 600 mil fiéis em diversos países e mantém, há décadas, uma intensa disputa com a Santa Sé. As divergências giram em torno da autoridade papal e das transformações implementadas na Igreja Católica ao longo das últimas décadas.
Entre as principais bandeiras da FSSPX está a defesa da missa tridentina, celebrada em latim e com o sacerdote de costas para a congregação. Além disso, seus membros criticam veementemente os ideais de liberdade religiosa e ecumenismo que foram incorporados à doutrina católica pelo Concílio Vaticano II, realizado na década de 1960.
Da IstoÉ com ANSA.