O padre paraibano Danilo César fechou um acordo com a família de Preta Gil após ser processado sob acusação de intolerância e racismo religioso contra a artista. Para os familiares, o religioso proferiu declarações consideradas ofensivas à memória da cantora, que morreu em 2 de julho de 2025, após dois anos e meio lutando contra um câncer.
Pelo acordo, fechado em 11 de abril, o sacerdote deve doar oito cestas básicas, além de realizar uma retratação pública. No pedido de desculpas, ele deverá reconhecer, durante transmissão ao vivo, o teor ofensivo de suas palavras e que suas declarações feriram os familiares em um momento de dor e de tristeza.
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O acordo, realizado no âmbito de um processo cível movido na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro, ainda precisa ser homologado pela Justiça.
Relembre o caso
Durante uma missa realizada horas após a morte de Preta Gil, o padre Danilo César falou sobre a religião de matriz africana professada pela artista e seus familiares. “Deus sabe o que faz. Se for para morrer, vai morrer […] Qual o nome do pai de Preta Gil? Gilberto. [Ele] fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás, que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse o padre em uma live pelo canal da Paróquia, no YouTube. Após denúncia e abertura de inquérito, o vídeo foi retirado do ar.