P & B: dois pesadelos

Em fotografia, P&B significa preto e branco. Na atualidade brasileira, significa pandemia & Bolsonaro. Dois pesadelos. Falar do número de óbitos devido à Covid19 e dos sofrimentos que ela causa, é chover no molhado. O estado de apreensão em que quase todos nós fomos forçados a viver durante este ano tão cedo não será esquecido.

Duro é constatar a nefasta infantilidade que acomete uma grande parte de nossa sociedade. Uma grande parcela parece não compreender o que está acontecendo, expondo-se e expondo milhares de pessoas ao perigo, evidenciando um grau de ignorância e uma ausência de sensibilidade que antes não imaginávamos possíveis. Gente que
se recusa a observar os cuidados mínimos exigidos, notadamente no tocante ao distanciamento, amontoando-se nas casas de comércio das áreas centrais e lotando bares e praias. Esse panorama leva-nos a questionar se somos realmente um povo. Se de fato compartilhamos uma identidade comum.

Poucos chefes de governo atingiram uma estatura suficiente para regrar os excessos que ocorrem em todos os sistemas políticos

Infelizmente, somos obrigados a acrescentar que o atual pesadelo não se deve só à pandemia. Deve-se também ao desgoverno e ao que se pode apropriadamente denominar desinstitucionalização. O desgoverno não se manifesta só nos Poderes “políticos”, no Executivo e no Legislativo. Manifesta-se também no Judiciário, e tristemente também no Superior Tribunal Federal, que às vezes parece se esmerar no solapamento da ordem institucional. No que toca
ao Legislativo, há muito a dizer, mas o começo só pode ser a comédia partidária. Na filosofia da democracia representativa deveria haver um número moderado de partidos, um pluralismo, mas o quadro partidário que temos atualmente no Brasil é o contrário disso.

O segundo pesadelo atende pelo nome de Jair Bolsonaro. Excluído das Forças Armadas no posto de capitão, por mau comportamento, foi durante vinte e nove anos um assíduo integrante do “baixo clero” da Câmara dos Deputados. É certo que, ao longo da história, poucos chefes de governo atingiram uma estatura suficiente para regrar os excessos e o desnorteio que ocorrem em todos os sistemas políticos.

Apontar qual é o aspecto mais nefasto da personalidade de Jair Bolsonaro é uma tarefa árdua. Tenho para mim que o pior é sua constante aposta na divisão do país. Ele não percebe, ou, se percebe, não se importa com a estúpida polarização que o PT deixou plantada em nosso país. Quando mais precisamos de paz, entendimento, sensibilidade e solidariedade, Bolsonaro se vale da alta visibilidade da Presidência para pregar o contrário: mais radicalização, mais virulência, mais boçalidade. Pesadelo tamanho família.


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