O governo britânico anunciou, nesta quinta-feira (12), a saída de seu secretário de gabinete, um funcionário de alto escalão encarregado de assessorar o primeiro-ministro, e o terceiro alto cargo do Executivo do primeiro-ministro Keir Starmer a deixar seu posto devido às repercussões do escândalo Epstein.
Chris Wormald ocupava o cargo desde dezembro de 2024 e sua saída foi “de comum acordo”, segundo um comunicado do governo.
“Concordamos que ele renunciaria hoje ao seu cargo de secretário de gabinete. Desejo-lhe o melhor para o futuro”, declarou Starmer na nota.
Embora o governo não tenha explicado o motivo de sua saída, ela sucede à de outros dois dos colaboradores mais próximos de Starmer: seu chefe de gabinete, Morgan McSweeney, que renunciou no domingo, e seu diretor de Comunicação, Tim Allan, que saiu na segunda-feira.
Ambos caíram pelas repercussões do escândalo que envolve o primeiro-ministro por ter nomeado, no fim de 2024, Peter Mandelson como embaixador em Washington, quando este tinha vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
Starmer afirma que não conhecia a importância destas relações quando nomeou Mandelson, que foi destituído em setembro de 2025, mas, diante das críticas, o governo se comprometeu a publicar os documentos relativos à sua nomeação e à sua destituição.
Como secretário de gabinete, Wormald era responsável por esse processo de verificação prévia à nomeação de Mandelson, embora só tenha assumido o cargo alguns dias antes do anúncio oficial da nomeação.
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