O ouro fechou em território negativo nesta sexta-feira, 1º de junho, depois que o relatório mensal de empregos (payroll) de maio dos Estados Unidos mostrou 223 mil vagas criadas, mais que as 190 mil esperadas, com uma queda do desemprego à mínima em 18 anos.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para entrega em agosto recuou US$ 5,40 (0,41%), a US$ 1.299,30 a onça-troy.
O ouro tem ficado sob pressão recentemente, em meio a temores de que juros mais altos elevem os retornos dos Treasuries, tornando o metal menos atraente para investidores. Além disso, um dólar mais valorizado torna o ouro mais caro para os detentores de outras moedas.
Nesta sexta-feira, o payroll mostrou crescimento de 2,7% nos salários em maio, na comparação anual, sinal para alguns analistas de que a inflação ganha força e que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar os juros neste mês. Alguns no mercado esperam ao menos mais duas altas neste ano, ou mesmo três, caso a economia ganhe mais impulso.
Estrategista sênior de mercado da RJO Futures, Bob Haberkorn disse que deve continuar a haver pressão de baixa sobre o ouro neste ano, já que o Fed manterá uma política de aperto monetário gradual.
Os investidores também avaliavam notícias de que dois partidos contrários ao establishment, a Liga e o Movimento 5 Estrelas, fecharam um acordo para governar a Itália. Isso encerrou uma crise política, mas colocou uma administração cética em relação ao euro no comando da terceira maior economia da zona do euro. Fonte: Dow Jones Newswires.