Economia

Ouro fecha em alta, com aversão por risco, Ucrânia e juros dos Treasuries

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta segunda-feira, em meio a um cenário de aversão por risco nos mercados internacionais. Operadores monitoram a escalada de tensões entre Rússia e Ucrânia. Paralelamente, os juros dos Treasuries caem, o que tende a beneficiar o ouro como reserva de segurança.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro subiu 0,54%, a US$ US$ 1.841,70 por onça-troy.


O ativo do metal precioso operou em alta na maior parte da seção. O Commerzbank afirma que as tensões crescentes em relação à Ucrânia podem explicar a compra de fundos operados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês), que parecem estar gerando uma maior demanda por ouro como porto seguro de investidores. “Além disso, os mercados acionários têm estado sob maior pressão nos últimos dias, tornando o ouro mais atrativo”, diz o analista Daniel Briesemann.

O banco alemão destaca que investidores devem focar principalmente na reunião monetária do Federal Reserve (Fed), na próxima quarta-feira, quando dirigentes devem sinalizar a primeira alta de juros básicos em março.

O TD Securities afirma que os níveis recordes de busca por ETFs do ouro são um sinal de que as turbulências nos mercados acionários “finalmente” estão levando a uma maior demanda pelo metal precioso. O banco aponta que há evidências de que a demanda chinesa pelo ouro tem segurado os preços do ativo e evitado que colapse diante do peso de um Federal Reserve mais hawkish.

Nesta sessão, os juros dos Treasuries registram queda. O movimento tende a beneficiar o ouro, dado que ambos competem como reserva de segurança de investidores.





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