Por Ronald Popeski e Lidia Kelly
(Reuters) – As propostas de Moscou para acordo são bem conhecidas por Kiev, e a Ucrânia deve cumpri-las para seu próprio bem ou o exército russo decidirá a questão, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, segundo a agência Tass.
“Nossas propostas para desmilitarização e desnazificação dos territórios controlados pelo regime, a eliminação das ameaças à segurança da Rússia que emanam de lá, incluindo nossas novas terras, são bem conhecidas do inimigo”, disse Lavrov à agência de notícias estatal nesta segunda-feira.
“O ponto é simples: cumpra-os para o seu próprio bem. Caso contrário, a questão será decidida pelo exército russo.”
Moscou tem chamado sua invasão na Ucrânia de uma “operação militar especial” para “desmilitarizar” e “desnazificar” o país vizinho. Kiev e seus aliados ocidentais a classificam como uma agressão de motivação imperial, com o objetivo de apropriação de territórios.
Em setembro, Moscou proclamou a anexação de quatro províncias da Ucrânia – Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson – depois de realizar referendos, que foram rejeitados como falsos e ilegais por Kiev e seus aliados.
No domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscou está aberta a negociações e culpou o governo ucraniano e seus apoiadores ocidentais pela falta de negociações, postura que Washington rejeitado em meio a persistentes ataques russos.
Lavrov disse à Tass que, quando se trata de por quanto tempo durará o conflito, “a bola está do lado do regime (ucraniano) e Washington está por trás dele”.
Não há fim à vista para a guerra, que entrou em seu 11º mês e matou milhares, deslocou milhões e transformou cidades em escombros.
Kiev descartou a concessão de qualquer terra à Rússia em troca da paz, e exige publicamente que a Rússia renuncie a todo o território apreendido.