Ou dá Lula, ou dá Haddad

A rodada de pesquisas eleitorais dessa semana é a demonstração cabal de que o golpe de 2016, que na primeira etapa derrubou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade e na segunda prendeu o ex-presidente Lula para impedi-lo de disputar as eleições, deu errado. Nos levantamentos dos três institutos, CNT/MDA, Ibope e Datafolha, fica claro que o povo brasileiro não comprou a história vendida pelos meios de comunicação hegemônicos e quer de volta o Brasil que tinha até recentemente. Nas duas primeiras sondagens, Lula alcançou 37% dos votos. Na terceira, cravou 39%. Em todas elas, o ex-presidente ficou muito perto de atingir o percentual necessário para vencer em primeiro turno.

Se isso não bastasse, Lula tem viés de alta e vem crescendo a cada dia em que prossegue o seu cativeiro. Num País presidido por Michel Temer e em que Aécio Neves é candidato, as pessoas se perguntam: por que Lula? Era mesmo contra a corrupção ou a finalidade era simplesmente permitir a volta do projeto tucano (inviável na urna) ao poder? Essa mesma percepção chega ao mundo civilizado, onde lideranças de diversos países já se dão conta de que Lula é vitima de um processo claramente político. Não por acaso, o Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Brasil que os seus direitos sejam preservados.

O que as pesquisas também demonstram, de forma cristalina, é que o golpe de 2016 não se reproduz no voto. Michel Temer é o político mais rejeitado da história do Brasil e o ex-governador Geraldo Alckmin não decola porque a população percebe que, na prática, está sendo governada pelo PSDB. Segundo o Datafolha, nada menos que 31% dos brasileiros se dizem dispostos a votar em quem Lula indicar. Outros 18% podem vir a votar. Portanto, caso Lula seja mesmo impedido, confirmando a nova etapa do golpe, Haddad partirá de um piso de 31% e poderá chegar a 49%. Basta que os brasileiros saibam que ele é o escolhido por Lula.

Nos últimos quatro anos, esse processo de autodestruição nacional, deflagrado pelo PSDB, já quebrou todas as construtoras brasileiras, mais do que dobrou a taxa de desemprego e enfraqueceu a burguesia nacional. Não fosse o bastante, a credibilidade de todas as instituições foi jogada no lixo, diante da percepção de que se está diante de um “golpe com Supremo, com tudo”, como profetizou o senador Romero Jucá (MDB-RR). A última etapa da tragédia pode vir a ser a transformação do Brasil em pária internacional, ou numa autêntica republiqueta bananeira, caso autoridades nacionais insistam em desafiar a ONU.

Para que tudo isso? Para nada. As pesquisas deixam claro que, se o Brasil tiver um processo eleitoral democrático, que respeite a soberania popular, o próximo presidente será Luiz Inácio Lula da Silva. Se tivermos uma eleição capenga, com seu impedimento artificial, o presidente será Fernando Haddad. Ou dá Lula, ou dá Haddad. Os golpistas perderam.

As pesquisas mostram que o PT tem tudo para voltar ao poder em 2019

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Leonardo Attuch

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