Ediçao Da Semana

Nº 2743 - 19/08/22 Leia mais

BRUXELAS, 27 FEV (ANSA) – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou em nota neste domingo (27) que os países-membros da Aliança “estão reforçando” o envio de dinheiro e equipamentos militares para a Ucrânia.

“Os aliados da Otan estão reforçando o seu apoio político e prático à Ucrânia enquanto continua a defender-se da invasão em larga escala da Rússia. Milhares de armas antitanques, centenas de mísseis para a defesa aérea e milhares de armas leves e munições estão para serem enviadas para a Ucrânia”, diz o comunicado.

Conforme a Aliança, “Bélgica, Canadá, República Tcheca, Estônia, França, Alemanha, Grécia, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Portugal, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Reino Unido e Estados Unidos já enviaram ou estão aprovando as entregas mais significativas” enquanto a “Itália está promovendo o apoio financeiro” a Kiev.

Mais cedo, os italianos anunciaram o envio de 110 milhões de euros imediatamente para o governo de Kiev.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, falou neste domingo sobre as declarações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de ativar um alerta para a defesa nuclear e sobre os ataques iniciados na quinta-feira (24).

“Essa guerra é responsabilidade de Vladimir Putin. Ele mantém a retórica agressiva”, disse o representante.

Os ataques russos começaram no dia 24 sob o nome de “operação militar especial” e Putin anunciou que os objetivos no país vizinho seriam atingidos rapidamente. No entanto, até o momento, os soldados não conseguiram tomar Kiev e vem enfrentando uma forte resistência – até inesperada – dos ucranianos.

Segundo Moscou, essa demora é porque os ataques foram cessados em alguns momentos para dar a chance de negociações. Já o governo de Volodymyr Zelensky diz que as tropas não conseguem chegar porque a defesa está resistindo mais do que os russos imaginavam.

Neste domingo, estão sendo realizadas conversas entre as delegações dos dois países na fronteira com Belarus para tentar um cessar-fogo. Zelensky, porém, diz que não acredita que algo positivo irá sair da reunião. (ANSA).