Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

WASHINGTON, 30 JUN (ANSA) – Durante a coletiva final da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quinta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou que a Aliança se mantém unida e vai se defender de qualquer ataque estrangeiro, em um claro recado à Rússia.   

“Defenderemos cada centímetro do território aliado. As coisas mudaram e nós precisamos nos adaptar. Falei para [Vladimir] Putin que se ele atacasse [a Ucrânia], ele ia conseguir só mais Otan, que a Aliança ficaria mais forte e mais unida – e foi isso que aconteceu. Esse foi um encontro que serve para reforçar a Aliança. O mundo muda e a Otan muda por consequência”, afirmou o mandatário.   

Para Biden, a reunião realizada em Madri nesta semana foi “histórica” por conta do pedido de adesão de dois novos países, Suécia e Finlândia. Ambos querem entrar na Aliança por temor de que Putin repita em seus territórios o que está fazendo na Ucrânia.   

No entanto, nesse momento Biden cometeu uma gafe, trocando Suécia por Suíça. “Estou tão ansioso em ampliar a Aliança ainda mais que eu errei”, falou rindo e tentando reparar o erro.   

Sobre a Ucrânia, o presidente dos EUA voltou a reiterar que tanto seu governo com os Estados-membros da Otan “vão apoiar Kiev por todo o tempo necessário”.   

“Os russos perderam 15 anos em desenvolvimento de sua economia, tiveram o primeiro default em 100 anos, têm dificuldades na produção de petróleo porque precisam da tecnologia norte-americana e há uma situação similar no setor militar. Não sei como isso vai terminar, mas não acabará com a derrota da Ucrânia”, disse aos jornalistas.   

O chefe da Casa Branca ainda afirmou que Washington “vai enviar novas armas” para a defesa ucraniana “nos próximos dias”, em valor que chega a US$ 800 milhões.   

Outros temas – Durante a coletiva, Biden também foi questionado sobre outros assuntos da política interna e externa norte-americana.   

Sobre a revogação do direito ao aborto decidido pela Suprema Corte no último dia 24, o presidente voltou a criticar a decisão e reforçou que uma lei sobre o tema deve ser levada ao Congresso.   

“O comportamento da Suprema Corte foi ultrajante, mas os EUA não vão se render. Estamos em uma posição melhor que antes e vamos mudar a decisão sobre o aborto”, disse aos jornalistas.   

Biden também respondeu a perguntas sobre a próxima etapa de sua viagem internacional, no Oriente Médio, e afirmou que não pedirá à Arábia Saudita para aumentar a produção de petróleo a fim de conter a crise internacional nos preços dos combustíveis fósseis. Sobre Israel, o mandatário destacou que um dos objetivos de sua viagem é “integrar melhor” o país na região.   

Já sobre a possibilidade de Washington vender caças F16 para a Turquia, o democrata afirmou que “acredita” que isso será realizado, mas que precisa de autorização do Congresso para poder concretizar a venda. (ANSA).