Otan e Dinamarca concordam que a Aliança ‘deve reforçar o seu compromisso’ no Ártico

Ameaças de Trump em relação à Groenlândia tensionaram as relações entre a Europa e Washington

Uma mulher caminha pelo centro de Nuuk, na Groenlândia, em 19 de janeiro de 2026
Uma mulher caminha pelo centro de Nuuk, na Groenlândia, em 19 de janeiro de 2026 Foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, concordaram nesta sexta-feira (23) que a Aliança Atlântica deve fortalecer a segurança no Ártico, após a mudança de posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou sua ameaça de tomar a Groenlândia pela força.

“Concordamos que a Otan deve aumentar seu compromisso no Ártico. Defesa e segurança no Ártico são uma questão de preocupação para toda a aliança”, escreveu Frederiksen em comunicado à imprensa, após se reunir com Rutte em Bruxelas.

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As ameaças de Trump em relação à Groenlândia, um território autônomo dinamarquês no Ártico, tensionaram as relações entre a Europa e Washington. Mas o presidente dos EUA recuou na quarta-feira, quando indicou ter chegado a um “marco” sobre a ilha estratégica.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, afirmou nesta sexta-feira que as discussões entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos começariam “muito em breve”.

“Organizaremos essas reuniões muito em breve. Não anunciaremos as datas, pois precisamos acalmar os ânimos agora”, disse Løkke a repórteres em Copenhague.

As conversas com Washington, acrescentou ele, se concentrarão em “segurança, segurança e mais segurança”.

Tanto os Estados Unidos quanto a Dinamarca são membros da Otan.