O planejamento militar para reforçar a segurança no Ártico já está em andamento, anunciou, nesta terça-feira (3), um porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Esta missão da Aliança Atlântica, que segue o modelo dos exercícios no mar Báltico ou na frente oriental, é uma das opções consideradas para reforçar a segurança no Ártico, uma das razões invocadas por Donald Trump quando ameaçou anexar a Groenlândia.
“Já está em curso o planejamento de uma atividade de vigilância reforçada da Otan, denominada Arctic Sentry (Sentinela do Ártico)”, declarou Martin O’Donnell, porta-voz do Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa.
“Esta atividade fortalecerá ainda mais a posição da Otan no Ártico e no Grande Norte”, acrescentou, sem fornecer mais detalhes.
O presidente americano, entretanto, afirma que renunciou à sua ideia de tomar à força a Groenlândia, uma ilha do Ártico que é um território autônomo da Dinamarca, membro da Otan.
As ameaças de Trump em relação à Groenlândia desencadearam uma das crises mais graves na história da Aliança Atlântica, desde sua criação em 1949.
O mandatário republicano indicou na semana passada que chegou a um acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, no âmbito do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, mas poucos detalhes sobre o conteúdo foram revelados.
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