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Oswaldo de Oliveira pensa em Ganso e Nenê no Flu como Pelé e Tostão na seleção

Crédito: Reprodução/Instagram @timefrancismelo

Mesmo com Paulo Henrique Ganso no elenco, o Fluminense foi atrás de mais um meia de criação e no meio do ano contratou Nenê junto ao São Paulo. Com a chegada de Oswaldo de Oliveira no final de agosto para o lugar de Fernando Diniz, os dois jogadores têm sido escalados juntos, apesar das críticas pela pouca potência física. O treinador minimiza esse fato e compara os atletas, que possuem habilidade técnica, com uma dupla de sucesso na seleção brasileira: Pelé e Tostão.

“Claro que minha comparação está um pouco distinta, mas do jeito que Pelé e Tostão jogaram. Dois grandes craques na mesma posição, ou com características semelhantes, que o Zagallo deu um jeito. E ainda deu mais um jeito com o Rivellino na ponta esquerda e outro jeito com o Piazza na quarta zaga”, comparou Oswaldo de Oliveira, nesta segunda-feira, em entrevista ao SporTV.

Para justificar a sua ideia, o treinador citou uma conversa que teve com o auxiliar-técnico Marcão, na qual lembrou que Paulo Henrique Ganso atuava mais longe da área com Fernando Diniz e agora está mais próximo dos atacantes. A ideia é apostar na mobilidade tática da dupla. Contra o Corinthians, o meia foi o autor do gol da vitória em um “frango” do goleiro Cássio.

“Assim que eu cheguei, tive um dia, conversei com o Marcão, que já estava organizando a equipe para aquele primeiro jogo em São Paulo (pela Copa Sul-Americana), e a ideia era baixar um pouco a linha, tirar o espaço. E o Ganso encaixou muito bem, tanto que naquele jogo ele saiu faltando dois minutos porque pediu para sair, de tão bem que estava no jogo”, analisou.

“No segundo jogo, como precisávamos do gol, preferi uma outra possibilidade. Mas acho que pela capacidade que tem, de passar, finalizar, como fez ontem (domingo), tem que ser mais próximo da área. Até entrar na área”, prosseguiu o treinador do Fluminense sobre Paulo Henrique Ganso.

Para Oswaldo de Oliveira, Nenê pode ser uma peça importante nas jogadas aéreas. “Embora muita gente ignore isso, ele é um bom cabeceador. Tem um bom tempo de bola nas bolas paradas. Estou buscando isso neste momento. Mas, se em algum momento, necessitarmos, pode fazer outra função que ele também pode fazer”, completou.

Com a vitória sobre o Corinthians, o Fluminense deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Agora na 16.ª colocação, tem os mesmos 18 pontos do Cruzeiro, que abre a degola em 17.º lugar por ter uma vitória a menos (5 a 4). O elenco folga nesta segunda-feira e volta aos trabalho nesta terça, no CT Pedro Antônio, já de olho no jogo contra o Goiás, em Goiânia, no domingo, pela 20.ª rodada.