A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o maior organismo de segurança regional do mundo, prometeu nesta quinta-feira (15) implementar reformas e manter sua relevância, sob pressão de membros como Rússia, Belarus e Estados Unidos.
Fundada em 1975 para amenizar as tensões entre o leste e o oeste durante a Guerra Fria, a OSCE possui 57 Estados-membros da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Participa como observadora em processos eleitorais e envia missões de observação a zonas de conflito.
A OSCE condenou a guerra travada pela Rússia na Ucrânia, mas suas atividades ficaram praticamente paralisadas, pois dependem do consenso entre seus Estados-membros, que incluem membros da União Europeia e a Ucrânia.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, crítico da forma como a OSCE administra sua missão, também instou a organização a reduzir seu orçamento.
O ministro das Relações Exteriores da Suíça, Ignazio Cassis, cujo país detém a presidência rotativa da organização este ano, prometeu reformas para “garantir que a OSCE permaneça relevante”.
Questionado sobre que tipo de mudanças são esperadas, ele disse que “a resposta a essa pergunta foi uma declaração feita esta manhã por Belarus e pela Rússia”.
“Eles esperam que esta organização possa discutir questões incômodas, como as causas dos conflitos… e vamos estudar se isso é possível. Acredito que seja possível nesta organização”, disse ele a jornalistas após uma reunião do conselho da organização, em Viena.
Os Estados Unidos instaram a OSCE em dezembro a cortar seu orçamento anual em pelo menos 15 milhões de euros (cerca de 93 milhões de reais) até o final de 2026 e pediram que a organização “pare de marginalizar os verdadeiros atores cuja presença é essencial para a paz”.
Washington também exigiu que a OSCE, cujo último orçamento anual foi de cerca de 140 milhões de euros (874 milhões de reais), se concentrasse em “missões que apoiem a estabilidade e a paz” e não em “transformar a vida política interna”.
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