O tradicional tapete vermelho do Oscar foi estendido nesta quarta-feira, 11 de março, em Hollywood, marcando o início oficial da contagem regressiva para a maior celebração do cinema mundial. No entanto, o clima de festa divide espaço com um rigoroso, ainda que discreto, planejamento tático.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas intensificou os protocolos de proteção após o FBI emitir um alerta sobre possíveis retaliações do Irã em território norte-americano, especificamente na costa oeste.
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Resumo do caso:
Academia reforça vigilância após comunicado do FBI sobre riscos de ataques com drones.
Produção do evento destaca colaboração estreita com a Polícia de Los Angeles (LAPD).
Tensões entre Estados Unidos e Irã influenciam o esquema de segurança na Califórnia.
Apresentador Conan O’Brien e equipes técnicas já iniciaram preparativos no local.
Protocolos de inteligência e vigilância
De acordo com informações divulgadas pela “Variety”, o reforço na segurança do evento não será ostensivo ao público ou aos telespectadores, mas operará de forma robusta nos bastidores. A medida responde diretamente a um memorando de inteligência obtido pela “ABC News”, no qual o FBI notifica autoridades policiais de toda a Califórnia sobre a possibilidade de o governo iraniano utilizar drones para retaliar ações militares recentes dos Estados Unidos.
Durante coletiva de imprensa realizada com a equipe criativa da premiação, o produtor executivo Raj Kapoor foi questionado sobre a integridade física dos convidados e profissionais envolvidos. O executivo demonstrou confiança nas instituições de segurança nacional e na expertise da equipe contratada pela Academia.
“Eu sinto que, neste evento, temos uma das melhores equipes do setor em todos os aspectos — e isso inclui a nossa equipe de segurança”, afirmou Raj Kapoor. “Todos os anos monitoramos o que está acontecendo no mundo. Temos o apoio do FBI e da polícia de Los Angeles, e é uma colaboração muito próxima.”
Contexto geopolítico e impacto em Hollywood
A ameaça, embora não direcionada exclusivamente à cerimônia de entrega das estatuetas, coloca o setor de entretenimento em estado de alerta máximo. Historicamente, eventos de grande visibilidade global, como o Oscar, são considerados alvos simbólicos em períodos de instabilidade diplomática. A menção específica ao uso de veículos aéreos não tripulados (drones) altera a dinâmica de monitoramento do espaço aéreo sobre o Dolby Theatre, exigindo tecnologias de interceptação e bloqueio de sinal.
A presença de figuras de alto escalão da indústria e autoridades internacionais torna o local uma área de interesse crítico. Apesar do risco latente, o cronograma segue inalterado. O apresentador Conan O’Brien já cumpre agenda de ensaios no local, enquanto jornalistas de todo o mundo ocupam as tribunas de imprensa montadas na base do tapete vermelho.
A estratégia adotada pela organização busca o equilíbrio entre a necessária proteção e a manutenção da atmosfera de celebração. Especialistas em segurança pública apontam que a visibilidade de forças armadas ou barreiras físicas excessivas poderia comprometer a natureza do evento, optando-se, portanto, por uma “segurança invisível” baseada em dados e pronta resposta.
Histórico de vigilância
Não é a primeira vez que fatores externos pressionam a logística da Academia. Nas últimas décadas, o evento já enfrentou restrições devido a protestos políticos e crises sanitárias. Contudo, a inserção de uma ameaça tecnológica estatal, como a de drones, eleva o patamar de cooperação entre o setor privado (Academia) e o setor público (Bacen, STF e outras instituições nacionais costumam monitorar impactos econômicos de tais tensões, embora neste caso o foco seja estritamente de segurança nacional via FBI).
Até o momento, a prefeitura de Los Angeles não anunciou o fechamento de vias além das já previstas para o evento, mas o patrulhamento aéreo na região de Hollywood foi visivelmente ampliado nas últimas 24 horas.