Os prognósticos deram certo?

Crédito: Agência Brasil

RESULTADO Eleições municipais foram uma resposta ao conservadorismo: apelo por inclusão e diversidade de gênero (Crédito: Agência Brasil)

Antes e durante a campanha apresentei aqui algumas previsões originais no momento em que formuladas. Afinal foi esse o propósito da coluna : antecipar tendências. Manda a honestidade intelectual que se proceda uma avaliação daquelas assertivas. Os insights se basearam nos dados agregados pelo nosso Blog de centenas de levantamentos realizados desde 2019 por institutos variados.

• Uma “eleição mantenedora “ com 75% de reeleição nas capitais (edição 21/09): dos 13 atuais prefeitos candidatos, seis foram eleitos no primeiro turno e mais seis disputam o segundo. Isso ocorreu em proporção assemelhada no grupo com mais de 200 mil eleitores.

• Governadores fora da disputa (edição 02/10): com efeito, eles estiveram ausentes na quase totalidade da propaganda dos aliados nas capitais. E a maioria que viu seus candidatos vitoriosos juntou-se a prefeitos populares.

• A direita avança (edição 09/10): de fato, a Esquerda terminou o primeiro turno à frente em 19% das capitais, os partidos do Centro em 36% e os da Direita, em 46%. No saldo geral, a Esquerda perdeu 335 prefeituras e o Centro 563, enquanto a Direita ganhou 755 administrações municipais.

De oito previsões, acertamos sete. Mérito dos institutos de pesquisa

• O avanço das mulheres (edição 16/10): contrastando com 2016, cinco mulheres estão disputando o segundo turno nas capitais e uma já foi eleita, em Palmas. Além de aumentar sua presença nas câmaras, onde também chegaram muitos representantes do segmento LGTB.

• A força da TV (edição 30/10): como muitos supunham, as redes sociais não foram decisivas. Dos candidatos que ganharam a eleição ou passaram para o segundo turno, 80% tinham o maior ou segundo maior tempo de TV.

• A falta que um partido faz (edição 06/11): como apontamos, a derrota do bolsonarismo decorreu da falta de um partido e da ausência de coordenação. Pensar que o apoio do Presidente foi sempre prejudicial aos candidatos é equivocado. A dispersão desse campo às vezes foi mais danosa. Não raro, dois ou até mais concorrentes buscaram alinhamento com ele, porém a fragmentação os tirou da disputa.

• A pandemia venceu a ideologia (edição 13/11): se a Direita como um todo avançou nessa eleição, dentro dela os representantes da onda de 2018 fracassaram em sua maioria.

A Covid-19 arrefeceu as paixões, aumentou a objetividade e com isso foram valorizados quadros dos partidos tradicionais.

Já em outra projeção, a pedido do VALOR, afirmei que entre os partidos que cresceriam estaria o PT. Aposta errada. Baseada na descoberta de uma certa “ressureição” dos petistas na opinião pública, detectada nos maiores centros e guiada pela relação, verificada na série histórica, entre o desempenho nesse nível e no restante do país. É verdade que ele chegou ao segundo turno em 15 grandes cidades – o dobro da vez passada – e aumentou seu número
de votos no primeiro turno. Mas a predição específica falhou. No total perdeu 65 prefeituras, a maioria em micromunicípios.

Em resumo, das oito previsões, acertamos sete. Se empreguei nelas 40 anos de estudos eleitorais, o maior mérito, sem dúvida, é dos institutos que fizeram as pesquisas nas quais foram inspiradas.

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