Internacional

Os novos melhores amigos

Sob a suspeita de ter obtido ajuda russa para vencer as eleições, Trump indica um velho conhecido de Putin para o mais alto cargo da diplomacia americana. Quais as consequências do affair para o mundo?

Os novos melhores amigos

Uma relação oportunista acaba de nascer. De um lado, Donald Trump, prestes a assumir o comando dos Estados Unidos sob a desconfiança de ter chegado à Casa Branca com a ajuda de hackers russos. De outro, o presidente da Rússia,Vladimir Putin, animado com a ofensiva à direita de seu novo colega. A proximidade entre dois dos mais poderosos líderes do planeta que, para azar do mundo civilizado, possuem personalidades gêmeas – ambos belicistas e irascíveis, os dois arrogantes e imprevisíveis –, suscita uma questão: o que pode sair desse namoro? “Com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, corre-se o risco de existir um capitalismo de amigos”, diz o professor do King’s College London, Anthony Pereira. Em outras palavras: para a Rússia de Putin, tudo. Para os outros, nada. A nova ordem é o oposto do que pregava o presidente Barack Obama, pouco afeito à sanha autoritária de Putin.

PODER - A escolha de Rex Tillerson (abaixo) para a Secretaria de Estado aproxima os EUA da Rússia: conflito de interesses e confusão na era Trump
PODER – A escolha de Rex Tillerson para a Secretaria de Estado aproxima os EUA da Rússia: conflito de interesses e confusão na era Trump

Ordem da amizade

Na terça-feira 13, Trump deixou clara a disposição pró-Putin ao anunciar o empresário Rex Tillerson, 64 anos, CEO da gigante petrolífera ExxonMobil, como seu secretário de Estado, cargo de maior prestígio e chave para as relações exteriores do país. Tillerson atuou fortemente na Rússia, extraindo combustível fóssil e contribuindo em acordos comerciais, mesmo contra a vontade de Obama. Por sua dedicação, foi condecorado por Putin, em 2012, com a Ordem da Amizade, o que pode causar constrangimentos para um secretário de Estado que terá que trabalhar pela resolução de impasses como a guerra civil na Síria – até o momento, ponto de choque entre as duas nações, já que o governo americano considera um massacre a ofensiva das forças conjuntas sírias e russas em Aleppo. “As ações de Trump podem criar conflitos de interesse na forma como ele governa”, diz Pereira. “Ao montar um gabinete que mais parece uma grande empresa, ele corre o risco de acabar como o Silvio Berlusconi das Américas”.

“Ser amigo de Vladimir Putin não é atributo que se espera de um secretário de Estado” Marco Rubio, senador republicano, pela Flórida


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