Os mistérios da Ilha de Páscoa

Crédito: Fotos Flávia Vitorino

(Crédito: Fotos Flávia Vitorino)

Ou melhor, os mistérios da Ilha Rapa Nui. Entre o mar azul e o relevo vulcânico, a Ilha é mesmo fascinante. Imaginem que ela é a última fronteira da América do Sul, sendo considerada a Ilha habitável mais isolada do mundo. Isso porque ela está a cerca de 3.700 km da costa chilena e 6 horas de voo, a partir de Santiago. As publicações sobre ela registam a sua possível ocupação por polinésios entre 300-400 d.C, que deram o nome de Rapa Nui (Ilha Grande) e Te Pito O Te Henúa (Umbigo Do Mundo). O nome foi mudado pelo explorador holandês Jacob Roggeven, que chegando ao território no dia 5 de abril de 1722, um domingo de Páscoa, usou a tradição cristã católica para renomear a terra descoberta.

Fotos Flávia Vitorino

Mas por lá, é Rapa Nui mesmo, claro. A ilha possui cerca de 3 mil habitantes, que preservam seus costumes até hoje. E por mais que estejam isolados, os ativistas em prol dos Rapa Nui têm lutado por mais autonomia em relação ao Governo de Santiago, o que tem gerado recentes conflitos com a polícia chilena.

Enigmas

Os imensos blocos de pedra, que apresentam figuras de cabeça e tronco – chamados de Moais – por exemplo. São quase 900 no total, espalhados ao redor da ilha que, segundo a teoria mais consensual, eram construídos como homenagem aos líderes mortos, o que explicaria a disposição em que se encontram – costas para o mar – ou seja, de frente para o interior da ilha onde ficavam as aldeias. 

O povo local conta que construí-los não era um grande mistério (mas um enorme trabalho, ah isso sim). Cada Moai levava em média seis meses para ser construído e pesava até 80 toneladas. 

Divulgação

Mas a grande questão era o transporte. Como levar e levantar 80 toneladas de pedra?  Segundo a história contada pelos locais, era preciso mais de 60 guerreiros Rapanuis para transportar os Moais de um local para o outro, através de troncos gigantes de árvores. Se a teoria é verdadeira ou não, as testemunhas gigantes não falam nem explicam, mas há um fato que comprova: A homenagem custou muito caro para a ilha. A competição entre qual clã construía mais estátuas gigantes fez com que todas as árvores da Ilha – TODAS – fossem extintas. Aliás, é um belo exemplo de extinção e destruição de florestas do mundo. Um colapso tão grande que gerou guerra e caos por muitos anos, restando apenas 111 nativos na época da descoberta européia.



Mas hoje, a ilha vulcânica tem suas belezas e formações rochosas incríveis. Uma mistura de praias, um mar azul, cavernas e vulcões adormecidos que ainda é chamada, além de Rapa Nui, de “Umbigo do Mundo”. Segundo a lenda, Ariki Hotu Matua, o primeiro rei da ilha, chegou na ilha transportando uma enorme pedra que possuía poderes espirituais concedidos pelos deuses. A pedra – Te Pito Kura – significa “Umbigo de Luz” e é magneticamente poderosa de verdade. Uma bússola colocada em cima da pedra, por exemplo, tem seu funcionamento totalmente alterado. 

Vulcões de perto

Com uma mountain bike, é possível subir até o vulcão Teravaka que tem várias pequenas crateras e forma o ponto mais elevado da ilha com 500 metros de altitude e uma vista incrível de 360 graus do local.  Já para o trekking, a trilha até o vulcão Rano Kau. Ele forma um dos cenários mais exóticos do mundo, mesclando imensos paredões de pedra e um lago plácido de água doce lá embaixo.

COMO CHEGAR
De avião: A única empresa que opera na Ilha de Páscoa é a Latam. Saindo de São Paulo, há voos diários até lá com conexão em Santiago.

ONDE FICAR
O Explora Rapa Nui Oferece todas as explorações para descobrir a Ilha.

QUANDO IR: A Ilha de Páscoa é um destino de clima agradável (cerca de 22º) que pode ser visitado durante todo o ano. A primeira quinzena de fevereiro é a mais indicada pois além do tempo favorável, acontecem diversas festividades na ilha permitindo conhecer melhor a cultura rapa nui e seus costumes.

O QUE LEVAR NA MALA: Indispensável protetor solar com fator de proteção alto pois o IUV da Ilha é alto. Leve também chapéu, jaqueta corta-vento e um tênis bastante confortável.


Sobre o autor

Flavia Vitorino é jornalista e turismóloga especialista em destinos e viagens de natureza. Diretora de conteúdo do aplicativo LYFX e agente de viagens pela GO Escape.


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