Os inimigos da democracia

No final de janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que 22 juízes andam com escolta pois foram ameaçados de morte por grupos de milicianos que estão sendo investigados. A notícia apresenta, mais uma vez, o poder do crime organizado naquele estado. E a força econômica e política que adquiriu nas últimas décadas. Estranhamente — ou sinal dos tempos? — o fato foi recebido como algo corriqueiro. Não houve nenhum protesto mais efetivo da sociedade civil. Nada. Pasmaceira absoluta.

Este foi mais um sinal de que há uma banalização crescente no processo de destruição das bases das nossas instituições democráticas. É uma ação contínua, permanente. A velocidade é determinada pela reação dos democratas. E os ataques vêm de todos os lados. Dos extremistas políticos aos criminosos.

Os inimigos do Estado democrático de Direito estão por toda parte. E, pela primeira vez, desde 1988, ocupam importantes posições no poder Executivo. E de lá espalham cotidianamente sua influência autoritária. Contam com O beneplácito de um setor da sociedade que acabou se identificando com o desprezo dos valores democráticos. O processo de impeachment não permitiu que os defensores de uma ordem republicana democrática obtivessem a hegemonia no combate aos desmandos do petismo, notabilizados pela expressão — quase um conceito de sociologia política — projeto criminoso de poder, cunhada pelo ministro Celso de Mello. Abriu-se a porta ao extremismo de direita com tinturas fascistas. Foi premonitória a fala do então deputado Jair Bolsonaro na sessão da Câmara dos Deputados que autorizou a abertura do processo de Dilma Rousseff.

Aproveitou para elogiar o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. O que parecia um fato isolado acabou virando, desde 1º de janeiro de 2019, em política de Estado. O que dizer de um Presidente da República que faz questão de ser fotografado na sua mesa de trabalho com o livro do torturador? O mais patético é que a tortura, segundo a nossa Constituição, é um crime inafiançável.

Está mais que na hora da sociedade civil acordar. As reações, quando as há, são tímidas, quase envergonhadas. O longo domínio petista e a desmoralização das instituições moldadas na Carta Magna de 1988 permitiram que o velho reacionarismo brasileiro reaparecesse. E com muita força. Os envergonhados de ontem professam aos quatro ventos sua sanha autoritária. Encontram campo fértil. Avançam. Ameaçam. Até quando?

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