Os bispos petistas

Crédito: Andreas SOLARO / AFP

ASSESSOR DO PAPA Dom Cláudio Hummes, amigo de Lula, é o bispo mais próximo do papa (Crédito: Andreas SOLARO / AFP)

O arcebispo dom Cláudio Hummes foi o responsável por marcar o encontro de Lula com o papa Francisco. Não foi uma audiência oficial, mas o petista recebeu as bençãos papais. O evento mostra o quanto dom Cláudio teve que engabelar o papa para levá-lo a receber o chefe da quadrilha do PT, recém-saído da cadeia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O próprio dom Cláudio vem sendo enganado por Lula há mais de 40 anos, quando ele passava-se por líder sindical honesto, mas cujo objetivo final era chegar ao poder e dele locupletar-se. Hummes chegou a escondê-lo em igrejas do ABC, evitando que fosse preso pelos militares. Nessa altura, Lula estava acima de qualquer suspeita. Hoje, é um corrupto condenado a 24 anos de prisão, mas Francisco passa a mão na sua cabeça.

Uso da fé

Como em tudo que faz, oportunisticamente Lula usou a Igreja Católica para se fortalecer politicamente. Cooptou religiosos importantes na teologia da libertação, como Frei Betto e Leonardo Boff. Até seu irmão mais velho acabou virando Frei Chico. Um frei de meia tigela, pois nunca foi religioso e até recebeu mesadas da da Odebrecht como propina.

Evangélicos

Agora, com o catolicismo em baixa, Lula tenta atrair os evangélicos. Determinou que o PT crie núcleos para acolher pastores e seus seguidores. Diz que na cadeia passava o tempo assistindo a programas das igrejas evangélicas na TV e descobriu que eles falavam o que as pessoas queriam ouvir. “A direita chegou primeiro do que nós”, disse Lula.

Rédeas curtas

Carolina Antunes/PR

Michelle, de 37, demonstra certo desconforto no casamento. Foi sozinha à festa de casamento da deputada Carla Zambelli, na sexta-feira 14. Na véspera do Natal, resolveu fazer uma cirurgia nos seios e o marido viajou para a praia na Bahia. Nos últimos meses, viajava sozinha pelo País com o ministro Osmar Terra, que acaba de cair. Agora, Bolsonaro resolveu vigiá-la de perto e instalou-a na Biblioteca do Planalto.

Rápidas

* Quando tudo parece que vai dar certo na economia, vem a notícia de que o PIB de 2019 pode ficar em 0,89%, bem menos do que o 1,1% estimado por Guedes. E para este ano o mercado já não fala mais em 2,5%, como falava antes: no máximo chegaremos a 2%. E olhe lá.

* Apesar de não termos aviões rápidos para o transplante de órgãos — e muita gente morre nas filas de um coração ou rim —, Bolsonaro vai doar dois helicópteros para o Paraguai. Durma-se com um barulho desses.

* O PTB vai expulsar de suas fileiras o ex-funcionário da empresa de marketing digital Yaconis o energúmeno Hans River do Rio Nascimento, que terça-feira 11 insultou a jornalista Patrícia Campos Mello, na CPMI das Fake News.

* A volta de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares é uma bofetada nos afrodescendentes. Bolsonaro o defendeu, mas entre outras asneiras Camargo afirmou que a “negrada daqui reclama porque é imbecil”.

* A volta de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares é uma bofetada nos afrodescendentes. Bolsonaro o defendeu, mas entre outras asneiras Camargo afirmou que a “negrada daqui reclama porque é imbecil”.

Retrato falado

“Até hoje, a interferência de Bolsonaro na Petrobras tem sido zero” (Crédito:Fernando Brazão/Agencia Brasil)

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, diz não se sentir pressionado por Bolsonaro quando ele aponta que os combustíveis são caros. Ele afirma que a política de preços da companhia é decidida com base nas cotações internacionais. Explica que o Diesel aqui está abaixo dos valores cobrados em 163 países e que a gasolina está na média do que se pratica no mundo. Ela é um pouco mais cara do que nos EUA, mas é a metade do que vale na Europa: o imposto é o vilão.

Toma lá dá cá

Jorge Kajuru, Senador (Crédito:Jefferson Rudy)

O senhor defende a criação de uma CPI para investigar o esporte. O que o senhor quer apurar?
Queremos abrir as duas caixas-pretas: da Confederação Brasileira de Futebol e a do Comitê Olímpico Brasileiro.

O que acontece no Comitê Olímpico?
Há desvios antes e depois das Olimpíadas aqui no Brasil. O COB era como a CBF: o dinheiro entrava e a gente não sabia o destino dele. Depois das Olimpíadas, houve uma farra de desvio do dinheiro público e nada foi apurado.

Quais as práticas de corrupção que o senhor identificou no esporte?
Presidentes de federações beneficiados com mensalões para garantir a família Havelange na CBF. Na maioria dos clubes, os dirigentes roubam à vontade, enquanto os times estão falidos.

Maia contra Weintraub

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só vai descansar quando derrubar o ministro Abraham Weintraub. Está determinando um cerco sem precedentes ao ministro, por considerá-lo despreparado e de baixo nível intelectual para tocar a área. “Nosso país não tem futuro com um ministro da Educação como esse”, disse. O primeiro passo foi não votar a MP das carteirinhas estudantis digitais, deixando a medida caducar. Com isso, impôs ao ministro uma grande derrota. Agora, Maia quer aprovar o novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), sem ouvi-lo. Maia deseja renovar o programa à revelia de Weintraub: “ele traduz a bandeira do ódio”, resume Maia.

Impeachment

Para tocar o novo Fundeb, Maia criou uma comissão especial na Câmara, que será presidida pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP), simplesmente uma das maiores inimigas do ministro da Educação no Congresso. Ela, que já ajudou a derrubar Vélez Rodrigues, pediu que o STF aprove o impeachment de Weintraub.

A valsa de Moro

Superadas as divergências com Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, continua espalhando seu carisma por onda passa, ampliando as possibilidades rumo a 2022, tanto como presidenciável ou vice de Bolsonaro. Mostrou ser um grande pé de valsa no casamento da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), realizado na noite de sexta-feira 14.

Padrinhos

Divulgação

Moro e sua mulher Rosângela foram padrinhos de Carla, que casou-se com o coronel da PM da Bahia Antônio Aginaldo de Oliveira. O ministro discursou na cerimônia e levou a deputada às lágrimas. O maestro da valsa “La vie en rose”, uma das preferidas do ex-juiz, também se emocionou ao tocar para o casal Moro dançar ao lado dos felizes noivos.

Heleno desafia o Congresso

Divulgação

O orçamento impositivo tirou do sério o general Augusto Heleno (GSI). Irritado, ele diz que o governo deve enfrentar a “chantagem” do Congresso, que quer derrubar os vetos do presidente ao Orçamento — o que na prática tira R$ 30 bilhões do controle do Executivo. Por hora, Bolsonaro optou pela cautela.


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