Oruam preso: Justiça do Rio nega pedido de habeas corpus para rapper

Oruam
Oruam Foto: Record TV/Reprodução.

A Justiça negou um pedido de habeas corpus do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, nesta quarta-feira, 6. A desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça de Rio de Janeiro) concordou com a decisão que determinou a prisão preventiva do músico, citando o trecho que descreve um “desprezo” por parte do artista às forças policiais. O cantor está detido desde o dia 22 de julho, quando se entregou às autoridades.

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Um dia antes de ser preso, Oruam e amigos atiraram pedras contra policiais civis que foram à casa dele, no bairro do Joá, zona oeste do Rio, cumprir um mandado de prisão contra um adolescente que estaria no endereço.

A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público fluminense e tornou Oruam réu por tentativa de homicídio qualificada. Na decisão, a juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, também incluiu Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo de Oruam.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a tentativa de homicídio ocorreu com o arremesso de pedras a uma altura de 4,5 metros que pesavam de 130 gramas a 4,85 quilos.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Oruam alegou que a “nebulosidade da ação policial” que culminou na prisão preventiva do rapper indica que a decisão da Justiça de prendê-lo é “ilegal e desnecessária”.

Na negativa, a desembargadora Marcia Bodart citou uma parte do processo que decidiu pela prisão do músico. “A postura audaciosa de Mauro, vulgo ‘Oruam’, incluindo desacato e ameaças aos agentes das forças policiais não se deu somente pelas redes sociais, mas também pessoalmente, consoante mídia publicada nas redes sociais, referente ao dia dos fatos, sendo extremamente grave e dela se denota que em futuras ocasiões atuará da mesma forma, sendo necessária a prisão para a garantia da ordem pública”, diz o trecho.

Oruam foi acusado de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A acusação inicial entendeu como tentativa de ameaça o rapper dizer que era filho de Marcinho VP, um dos principais líderes da facção criminosa CV (Comando Vermelho).

A IstoÉ tentou contato com a defesa de Oruam para comentar sobre a decisão da Justiça, mas não recebeu resposta até o momento de publicação desta notícia. O texto será atualizado caso retorno seja obtido. O espaço segue aberto para manifestação.