A Federal Trade Comission (FTC, o CADE dos EUA) investiga os planos da Exxon Mobil de comprar a Pioneer Natural Resources, que seria o maior negócio de petróleo e gás das últimas duas décadas, de acordo com documentos regulatórios.

O órgão quer informações adicionais das empresas sobre o acordo, uma medida tomada ao analisar se uma fusão poderia ser anticompetitiva sob a lei dos EUA. As investigações de fusões levam em média cerca de 10 meses para serem concluídas, de acordo com dados compilados pelo escritório de advocacia Dechert.

A FTC, que partilha a autoridade antitruste com o Departamento de Justiça, pode processar judicialmente para bloquear uma fusão ou recusar-se a tomar medidas, o que na prática autoriza a transação. Às vezes, as empresas cancelam negócios quando descobrem que uma agência antitruste planeja abrir um processo para interromper o processo.

Em outubro, a Exxon propôs comprar a Pioneer, em acordo de US$ 59,5 bilhões, uma aquisição que tornaria a Exxon o maior produtor de petróleo na Bacia Permiana do oeste do Texas e do Novo México, o campo petrolífero mais ativo dos EUA. Seria o maior negócio da Exxon desde a sua fusão de US$ 75 bilhões com a Mobil no final da década de 1990.

Alguns analistas argumentaram que as empresas juntas representam uma parcela insignificante da produção global de petróleo e que o acordo não poderia impactar os preços do petróleo ou do combustível. A empresa disse que poderia economizar bilhões de dólares em valor por meio de sinergias, trazendo as operações da Exxon para as terras da Pioneer, e minimizou a necessidade de fazer cortes no número de funcionários.

A FTC emitiu o pedido de investigação às empresas ontem. A Pioneer disse que as empresas estão cooperando e ainda esperam que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2024.

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