Policiais de 16 países, a maioria da América Latina, realizaram nesta terça-feira, 28, uma operação conjunta e simultânea de combate ao abuso sexual infantojuvenil. A ação, informada pela Polícia Federal brasileira, visa enfrentar crimes transnacionais, com foco em abusos de menores no ambiente digital.
O que aconteceu
- A “Operação Nacional Proteção Integral IV” é uma ação simultânea em 16 países contra o abuso sexual infantojuvenil, liderada pela Polícia Federal brasileira.
- No Brasil, foram cumpridos 159 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva, mobilizando mais de 700 agentes em todas as unidades da Federação.
- A operação foca no combate ao abuso de menores, especialmente no ambiente cibernético, com a comunidade internacional preferindo termos como “abuso sexual” ou “violência sexual” para descrever a gravidade desses crimes.
Sob o nome “Operação Nacional Proteção Integral IV”, a ação contou com a participação de Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai. A iniciativa reforça a cooperação internacional na proteção de crianças e adolescentes.
Em solo brasileiro, a mobilização foi expressiva, com o cumprimento simultâneo de 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 16 de prisão preventiva. Mais de 700 agentes policiais foram envolvidos para garantir a execução eficiente das ordens judiciais.
Por que o ambiente cibernético é o foco?
A coordenadora de Repressão a Crimes Cibernéticos relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil da Polícia Federal, Rafaella Parca, destacou que a operação busca combater o abuso de menores “especialmente no ambiente cibernético”. A internet tem se tornado um vetor crescente para esses crimes, exigindo uma resposta coordenada e especializada.
As autoridades policiais enfatizam que a comunidade internacional tem preferido a utilização de termos como “abuso sexual” ou “violência sexual” em vez de “pornografia” em casos como este. Essa escolha reflete a compreensão de que esses termos traduzem com maior precisão a gravidade e o caráter criminoso das violações contra crianças e adolescentes.