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ONU rejeita resolução apresentada pelos EUA para condenar o Hamas

ONU rejeita resolução apresentada pelos EUA para condenar o Hamas

Manifestantes repetem palavras de ordem enquando exibem bandeira do Hamas em protesto em frente à residência do embaixador israelense em Ancara contra a decisão do presidente americano de mudar a embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, em 14 de maio de 2018 - AFP/Arquivos

As Nações Unidas rejeitaram uma iniciativa dos Estados Unidos para condenar o movimento palestino Hamas por disparar mísseis contra Israel, ao não conseguir os votos necessários apesar do apoio europeu.

A resolução redigida pelos Estados Unidos, defendida pela embaixadora do país no organismo, Nikki Haley, obteve 87 votos na Assembleia Geral, ficando abaixo da maioria de dois terços exigida para sua adoção. Cinquenta e sete países se opuseram à medida e 33 se abstiveram.

O Hamas qualificou a decisão da ONU de “bofetada” na administração do presidente americano, Donald Trump.

“O fracasso da iniciativa americana nas Nações Unidas constitui uma bofetada na administração dos Estados Unidos e a confirmação da legitimidade da resistência” palestina, declarou o porta-voz do Hamas Sami Abou Zahri, utilizando um termo geralmente empregado para designar os grupos armados hostis a Israel.

“A resolução proposta pelos Estados Unidos poderia corrigir um erro histórico”, disse Haley à Assembleia antes da votação. “Mais importante ainda, colocaria a Assembleia Geral do lado da verdade e daria equilíbrio ao esforço para se obter a paz no Oriente Médio”.

Haley denuncia frequentemente a ONU por ter uma posição anti-israelense e defendeu Tel Aviv em seu último confronto com o Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, lamentou após a votação que a proposta tenha fracassado por un processo que exige uma maioria de dois terços, no lugar de maioria simples.

Isto atendeu a um pedido do Kuwait à Assembleia, em nome dos países árabes. A solicitação foi aprovada por 75 votos a favor, incluindo o de países da União Europeia, 72 contra e 26 abstenções.

Os Estados Unidos contavam com o apoio crucial da União Europeia, que considera o Hamas um grupo terrorista.

A Assembleia votará mais tarde uma medida redigida pelos palestinos e apresentada pela Irlanda que pede “a obtenção, sem demora, de uma paz ampla, justa e duradoura no Oriente Médio” baseada nas resoluções da ONU.