ONU expressa preocupação com agravamento da crise socioeconômica em Cuba

A ONU expressou nesta sexta-feira (13) grande preocupação com o agravamento da crise em Cuba, intensificada pelo bloqueio energético dos Estados Unidos.

“Estamos extremamente preocupados com o agravamento da crise socioeconômica em Cuba, em um contexto de embargo comercial e financeiro de décadas, eventos climáticos extremos e as medidas recentes dos Estados Unidos que restringem as entregas de petróleo”, afirmou a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Marta Hurtado.

Ela citou um “impacto cada vez mais grave sobre os direitos humanos das pessoas em Cuba”.

“Os objetivos políticos não podem justificar ações que, por si só, violem os direitos humanos”, acrescentou a porta-voz.

Hurtado disse que o Escritório de Direitos Humanos “reitera seu apelo a todos os Estados para que retirem as medidas setoriais unilaterais, devido às consequências indiscriminadas sobre a população”.

Cuba enfrenta há seis anos uma grave crise econômica, com forte inflação, apagões prolongados e escassez de alimentos e remédios.

O cenário é resultado do endurecimento das sanções americanas, da baixa produtividade de sua economia centralizada e do colapso do turismo.

A situação piorou com a brusca suspensão do envio de petróleo por parte da Venezuela, seu principal fornecedor de combustível nos últimos 25 anos, após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana em 3 de janeiro.

Dois navios da Marinha do México atracaram na quinta-feira no porto de Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, enviadas pelo governo da presidente Claudia Sheinbaum.

Por sua vez, a Rússia poderia fornecer petróleo a Cuba como parte da assistência “humanitária”, informou na quinta-feira o jornal Izvestia.

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