ONU alerta que sanções dos EUA podem criar “Gaza silenciosa” em Cuba

Medidas de Washington são criticadas por especialistas em direitos humanos e pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel

ONU alerta que sanções dos EUA podem criar "Gaza silenciosa" em Cuba

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) condenaram, nesta quinta-feira (6), as recentes medidas tomadas pelos Estados Unidos contra Cuba e pediram à comunidade internacional que atue rapidamente para evitar uma “Gaza silenciosa” na ilha. Eles afirmam que o uso de alimentos como instrumento de pressão política é uma violação das garantias mais básicas do direito à vida e da dignidade humana.

  • ONU condena medidas dos EUA contra Cuba, alertando para uma possível “Gaza silenciosa” na ilha.
  • Especialistas enfatizam que alimentos não devem ser usados como instrumento de pressão política.
  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou as sanções dos EUA como “genocídio político”.

No início desta semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, emitiu uma forte condenação ao embargo petrolífero de Washington e ao endurecimento das sanções, classificando a política do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, como “genocídio político”.

Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero dos Estados Unidos contra a ilha e agradeceu aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para o país.

“Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes enfrentando perseguição, prisão e riscos à própria vida”, disse ele.

Quais são as consequências do embargo a Cuba?

A crise econômica sem precedentes na ilha levou várias empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, a encerrarem operações em Cuba.

Além de apagões recorrentes, o esgotamento do estoque de combustível provocou falhas na rede elétrica em nível nacional. O transporte público do país também ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado por falta de combustível.

Washington, por sua vez, culpa o governo cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento, refutando as acusações de impacto humanitário severo.

Da IstoÉ com Reuters