Ônibus de acidente em Petrópolis é “clandestino”, diz ANTT

Órgão regulador afirma que veículo que causou 10 mortes na BR-040 não tem habilitação para transporte interestadual

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O ônibus envolvido no acidente que causou a morte de 10 pessoas neste domingo (16) não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar transporte interestadual de passageiros. A ANTT classificou a operação como transporte clandestino. O veículo, de placa AKY-3454, tombou na madrugada de domingo na BR-040, em Petrópolis, quando seguia de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro.

  • Ônibus que se envolveu no acidente em Petrópolis operava sem autorização da ANTT para transporte interestadual.
  • Veículo de placa AKY-3454, com identificação Estrela Guia Turismo, não tinha registro em empresa habilitada pela ANTT para a viagem.
  • O acidente, ocorrido na BR-040, resultou em 10 mortes e deixou dezenas de feridos que foram socorridos em hospitais da região.

O coletivo com a identificação Estrela Guia Turismo saiu de Belo Horizonte e tinha como destino a capital Rio de Janeiro, quando tombou na descida da Serra em Petrópolis, na BR-040, durante a madrugada de domingo.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas empresas está habilitada pela ANTT para operar transporte interestadual de passageiros.

Ainda conforme a ANTT, não foi localizada empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, que seria a responsável pela viagem. O ônibus apresenta ainda adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que também está inapta para realizar este tipo de transporte.

Em resposta à nota da ANTT, o advogado Aroldo Leão Braz, da assessoria jurídica da Estrela Guia, informou que a empresa não fará manifestações públicas sobre o caso no momento. Ele destacou que eventuais esclarecimentos e manifestações serão apresentados oportunamente nos autos dos processos dos quais a empresa venha a fazer parte.

Vítimas e feridos do acidente

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 56 pessoas estavam a bordo do ônibus, incluindo o motorista e dois ajudantes. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, informou que recebeu 11 vítimas do acidente. Seis pacientes receberam atendimento e tiveram alta com as devidas orientações médicas, enquanto outros cinco permanecem internados sob os cuidados das equipes assistenciais.

Já a Prefeitura de Duque de Caxias informou que o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes recebeu 14 vítimas do tombamento. Segundo a unidade, Alessandra Pereira, de 34 anos, morreu às 7h56, enquanto recebia os primeiros socorros. Dos 13 pacientes socorridos para a unidade e que não faleceram, oito receberam alta hospitalar. Permanecem internados no HMAPN duas crianças (meninas) com quadro estável de saúde, e três adultos (duas mulheres e um homem), todos com quadro estável.

Como as autoridades estão investigando?

Na nota, a Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) apontou que os corpos de nove vítimas foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis para exames periciais. As vítimas identificadas são: Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos; Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos; Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos; Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos; Keyla Perucci da Silva, de 35 anos; Priscilla de Souza Braz, de 33 anos; Natália Fimiano de Barros, de 34 anos; Dayanna de Lima Viana, de 36 anos; e Vânia Elida de Jesus Crispim, de 33 anos. Segundo a Sepol, ainda não há a identificação da décima vítima fatal.

Pesar e apoio da Estrela Guia

Em nota, a Estrela Guia manifestou “profundo pesar pelo grave acidente ocorrido e se solidariza com as vítimas, seus familiares e todos os envolvidos neste momento de profunda dor e consternação”. A empresa afirmou que está prestando apoio às famílias das vítimas, incluindo a colaboração com o translado dos corpos para seus locais de destino, bem como disponibilizando suporte para o transporte dos sobreviventes até suas respectivas residências, conforme as necessidades de cada família.

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