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ONG pede investigação internacional de mortes em protestos na Nicarágua

ONG pede investigação internacional de mortes em protestos na Nicarágua

Estudante segura cartaz com rosto do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, escrito 'Procura-se assassino' durante protesto em Manágua, em 3 de maio de 2018 - AFP


Um organismo internacional de direitos humanos acusou nesta sexta-feira (4) o governo da Nicarágua de cometer abusos “gravíssimos” contra os protestos das últimas semanas, e pediu a formação de uma comissão internacional para investigar as 45 mortes ocorridas durante as manifestações.

O Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), uma organização independente, apontou o presidente, Daniel Ortega, e sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, como os responsáveis por “impulsionar e orientar” a repressão a estudantes que protestavam contra um projeto de reforma da Previdência social.

“Estamos em uma situação bem difícil, não é que não queiramos o diálogo… (mas) não se pode impulsionar uma mudança em cima de cadáveres”, disse a presidente do Cenidh, Vilma Núñez, em coletiva de imprensa.

O governo Ortega convocou um diálogo nacional para superar a crise que o país vive com os protestos, iniciados em 18 de abril, embora não tenha definido uma data para a sua realização.

Em um relatório preliminar, o Cenidh pediu a criação de uma instância investigadora sobre a repressão aos protestos “com órgãos do sistema universal de direitos humanos das Nações Unidas (ONU) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)”.

O organismo destacou que o governo provocou o repúdio da população por ações “precipitadas e provocativas”, como as tentativas de controlar as redes sociais, a criminalização dos protestos e a censura aos meios de comunicação, que informava, sobre as manifestações.

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“Diante dessa realidade, o Cenidh considera que a ampliação das demandas e a generalização dos protestos estão legitimadas com um generalizado repúdio social à forma autoritária de governar do presidente Ortega e sua esposa, Rosario Murillo”, acrescentou o organismo.

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