Oliver North, figura central do escândalo de venda de armas ao Irã pela libertação de reféns durante o mandato de Ronald Reagan, será o próximo presidente da Associação Nacional do Rifle (NRA), anunciou o lobby de armas dos Estados Unidos nesta segunda-feira (7).
A NRA declarou que seu conselho aprovou a candidatura de North nesta segunda e que ele tomará posse como presidente nas próximas semanas.
O atual presidente, Pete Brownell, optou por não tentar um segundo mandato, anunciou o lobby em declaração.
O vice-presidente executivo e CEO da NRA, Wayne LaPierre, deu as boas-vindas à escolha por North.
“Essa é a notícia mais empolgante para os nossos membros desde que Charlton Heston se tornou presidente da nossa associação”, declarou LaPierre em comunicado.
“Oliver North é um lendário militante pela liberdade da América, um comunicador talentoso e líder habilidoso”, disse. “Nos tempos atuais, não consigo pensar em ninguém melhor para ser nosso presidente”.
North, de 74 anos, é autor de muitos livros best-sellers e trabalhou como comentarista conservador na Fox News desde que se aposentou do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos como tenente-coronel.
Enquanto trabalhava no Conselho de Segurança Nacional nos anos 1980, North esteve envolvido no caso de venda de armas ao Irã apesar do embargo que havia contra este país.
A administração Reagan esperava que a venda facilitasse a libertação dos americanos mantidos como reféns no Líbano.
Os lucros desta negociação foram enviados para os rebeldes anti-sandinistas, os Contras, na Nicarágua.
North foi condenado por três acusações em 1989, mas a decisão foi posteriormente anulada.
Sua nomeação para comandar a NRA ocorre em um momento em que o movimento liderado por estudantes por leis mais rígidas sobre armas de fogo ganha força.
A campanha pelo controle de armas foi lançada por estudantes de uma escola na Flórida, onde 14 alunos e três adultos foram mortos a tiros por um ex-colega de classe em 14 de fevereiro.
Durante um discurso na reunião anual da NRA na semana passada, o presidente Donald Trump rejeitou os pedidos por leis mais rigorosas sobre armas.