Agronegócio

Oferta de fretes do agronegócio cresce 84% no 3º tri, aponta FreteBras

São Paulo, 28 – A oferta de fretes do agronegócio aumentou 84% no terceiro trimestre ante igual período de 2019, aponta estudo da plataforma online de transporte de cargas FreteBras, antecipado com exclusividade. O crescimento ficou atrás apenas do registrado pelo setor de construção civil, de 116% na mesma base de comparação, mas superou o incremento de 79% em produtos industrializados, de acordo com o “Relatório do Setor de Transporte de Cargas do 3º Trimestre de 2020”, da FreteBras.

No agronegócio, além do crescimento na comparação anual, o estudo apontou aumento de 171% na oferta de fretes do setor na região Sudeste entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano. Segundo o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad, fertilizantes representaram 25% das ofertas de fretes do agro na plataforma de janeiro a setembro. “A soja e o milho também colaboraram com o setor, graças às safras recordes no ano e ao grande volume de exportação”, disse Hacad, em comunicado.

Ainda conforme a FreteBras, a oferta total de fretes no Brasil cresceu 85% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado apesar do cenário econômico desfavorável em virtude da pandemia do novo coronavírus. Ao comparar o desempenho do setor de cargas no decorrer do ano, o relatório indica tendência de retomada, segundo a empresa. De acordo com Hacad, no segundo trimestre, a oferta de fretes caiu 8% em relação ao primeiro trimestre, em especial no mês de abril, com medidas mais rígidas de isolamento social por conta da covid-19. “Porém, vemos agora um crescimento expressivo de aproximadamente 102% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, o que nos traz boas perspectivas para o setor”, disse o executivo.

Entre os Estados com maior oferta de fretes na plataforma, São Paulo lidera com 25% de participação, impulsionado pelo transporte de máquinas e equipamentos, fertilizantes e alimentos. Em seguida, aparece Minas Gerais (15%), com destaque para o transporte de cimento, siderúrgicos e alimentos. Na terceira posição, está o Paraná, que representa 13% das ofertas de frete, com destaque para o transporte de milho, fertilizantes e alimentos.

Quanto aos portos de destino das ofertas de frete, os destaques são Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Itaqui, em São Luís (MA). Juntos, esses portos tiveram aumento de 71% na oferta de fretes na comparação do período de janeiro a setembro de 2020 ante igual intervalo de 2019. O Porto de Rio Grande registrou o crescimento mais expressivo (151%), liderado pelo transporte de soja. A oleaginosa, junto com o milho, representou 70% dos fretes em Rio Grande, Paranaguá e Santos, “reforçando o protagonismo do agronegócio na balança comercial do País”, segundo a FreteBras.

O preço médio de fretes aumentou 3% no terceiro trimestre ante igual período de 2019, conforme o levantamento. O Centro-Oeste foi a região com o preço médio mais alto, de R$ 4,79 (cotação do km rodado por eixo), enquanto o Nordeste teve a média mais baixa, de R$ 3,77.

Segundo a plataforma, muitos caminhoneiros iniciaram a busca de fretes pela internet com o distanciamento social causado pela pandemia. “A FreteBras alcançou a marca de 4 milhões de fretes publicados nos primeiros nove meses deste ano, número 60% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, totalizando R$ 40 milhões em fretes distribuídos aos caminhoneiros”, disse Hacad.

Os números da pesquisa foram levantados por meio da plataforma da FreteBras que, segundo a empresa, tem mais de 420 mil caminhoneiros cadastrados. A plataforma informa ter mais de 10 mil transportadoras assinantes, que publicam em torno de 600 mil fretes por mês.

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