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Odebrecht assegura que não cometeu nenhum ato ilícito na Bolívia

Odebrecht assegura que não cometeu nenhum ato ilícito na Bolívia

(Arquivo) Logo da empreiteira Odebrecht, no Rio de Janeiro em 23 de junho de 2016 - AFP/Arquivos

A empreiteira Odebrecht assegurou nesta quinta-feira (17) que não cometeu nenhum ato “ilícito” na Bolívia, a cujas autoridades ofereceu sua completa colaboração para investigar denúncias sobre supostas irregularidades na contratação de obras viais.

A Odebrecht, por meio de sua sucursal em La Paz, enviou um comunicado no qual “oferece sua total colaboração às autoridades competentes a cargo do processo de investigação iniciado na Bolívia”, em referência às apurações realizadas pelo Congresso das atividades da empreiteira.

Em abril, o presidente Evo Morales solicitou ao Congresso investigar se houve “atos de corrupção e manipulação” da Odebrecht durante os governos que o antecederam, depois que a empresa foi envolvida nas investigações da Lava Jato no Brasil e a imprensa local denunciou o pagamento de subornos a ex-funcionários bolivianos.

Na Bolívia “não aconteceu irregularidade ou crime algum”, disse a Odebretcht, sustentando esta afirmação em relatórios sobre a sua colaboração com as investigações das autoridades brasileiras e americanas.

A empreiteira é mencionada na construção da estrada El Carmen-Arroyo Concepción, de 108 quilômetros, no leste da Bolívia e a um custo de 75 milhões de dólares, arrematada em 2005 pelo governo do ex-presidente Eduardo Rodríguez Veltzé, atual delegado no Tribunal de Haia, no julgamento marítimo com o Chile.

A via foi finalizada em 2009, durante o primeiro mandato de Evo Morales.

Nesse contexto, disse que atualmente fornece na Bolívia assessoramento técnico e outros serviços “dentro do mais estrito âmbito de legitimidade e formalidade, cumprindo sua nova política de ética, integridade e transparência”.

A companhia afirmou que assumiu o compromisso ante seus acionistas, investidores, autoridades governamentais “de não repetir os crimes e olhar para frente, para o futuro”.

A comissão do Parlamento boliviano vem investigando a concessão de contratos à empresa estrangeira e ainda não tem uma data para terminar seu trabalho.