Série

O vírus da intolerância

Em seis episódios, a nova produção brasileira “Boca a Boca” chega ao Netflix com a história de uma comunidade afetada por uma epidemia

Crédito: VANS BUMBEERS

REBELDIA Festa na cidade de Progresso: crítica atual em formato de fábula (Crédito: VANS BUMBEERS)

Quando o diretor Esmir Filho apresentou a sinopse da série “Boca a Boca” ao Netflix, dois anos atrás, “pandemia” era uma palavra que existia apenas na ficção ou no passado distante. A ideia de mostrar um contágio em massa era apenas a metáfora que ele usaria para falar de outro vírus: o da intolerância. Pois a Covid-19 chegou — e agora a percepção sobre a história é outra.

“O conceito da doença que se espalha pelo beijo serve para refletir sobre o conservadorismo” Esmir Filho, diretor (Crédito: Bruno Poletti)

“O conceito da epidemia que se espalha pelo beijo é uma forma de refletir sobre o comportamento da juventude em uma sociedade cada vez mais conservadora”, explica Esmir. “Jovens querem viver, experimentar. Faz parte do amadurecimento e da sexualidade. A tecnologia já nos afastava antes do coronavírus, mas sua disseminação amplificou ainda mais esse comportamento.” Segundo o diretor, a série foi filmada entre julho e setembro de 2019, na cidade goiana de Goiás Velho.

Preconceito

“Boca a Boca” se passa em um pequeno município do interior batizada ironicamente de Progresso. Lá funciona a Escola Modelo, outro nome irônico. Nesse lugar onde os jovens são reprimidos e o conservadorismo é a regra, uma doença se espalha em uma megafesta por meio do beijo. O que vem então é uma boa trama de suspense e mistério, uma fábula que joga luz sobre a única cura viável: o afeto. Protagonizada por jovens atores como Caio Horowicz, Michel Joelsas, Thomas Aquino e Luana Nastas, além dos veteranos Denise Fraga, Olivia Byington e Bruno Garcia, a série entrou para o Top 10 da Netflix. Esmir Filho, que codirigiu em 2006 o curta cult “Tapa na Pantera”, estrelado por Maria Alice Vergueiro, conta que se surpreendeu com o alcance da plataforma. “No fim de semana seguinte à estreia já recebi dezenas de mensagens de espectadores que maratonaram a série. Vi também posts e blogs espalhados pela internet com diversas teorias sobre a história.” Assim como os vírus da vida real, as boas séries também se espalham — mas pelo boca a boca virtual.

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