A semana

O tsunami que levará “…E o vento levou”

Crédito: Divulgação

RUIM Scarlett O’ Hara e a escrava Mammy: “os negros se acomodaram”. A fala preconceituosa é da personagem branca, é claro. A história original é da escritora Margareth Mitchell (Crédito: Divulgação)

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Um dos maiores clássicos mundiais do cinema chama-se “…E o vento levou”. É de 1939, ganhou oito Oscar e baseia-se em obra homônima da escritora Margaret Mitchell. Jamais uma atriz foi tão marcante na interpretação de uma personagem como a portadora de transtorno bipolar Vivien Leigh, que fez o papel da inesquecível Scarlett O’ Hara. As quatro horas de duração do filme parecem quarenta minutos. Esmiúça a história da guerra da secessão nos EUA que contrapôs o norte industrializado ao sul agrário e escravocrata, cruza esse fato histórico com as angústias pessoais, amorosas e financeiras de Scarlett e na sua voz imortalizou a mais forte fala já ouvida em um filme: “ainda que eu tenha de furtar, trair, matar ou mentir, juro por Deus que nunca mais passarei fome”. “… E o vento levou” sempre carregou consigo, no entanto, a não infundada crítica de apoiar a escravatura, e isso desde o seu lançamento. No início, lê-se na tela que pela última vez se estará vendo uma história de “cavalheiros e damas, de senhores e escravos”. Mais: Scarlett endossa a tese de que os negros se “acomodaram” à situação de escravos. Na semana passada, o justo e correto tsunami da luta contra o preconceito racial parece que começa a carregar o filme para o ostracismo. A Warnermedia vai retirá-lo temporiamente de seu catálogo, justamente devido à polêmica de ele se posicionar a favor do sul na guerra civil. Já se cogita fazer um adendo, que apareceria na tela, contextualizando historicamente o enredo. Funcionará? Certamente não, sobretudo enquanto houver nos EUA policiais brancos asfixiando negros indefesos.

POLÍCIA FEDERAL
Paulinho da Força na mira da Lava Jato

Alan Marques

Presidente nacional do Solidariedade e deputado federal, Paulinho da Força, teve na semana passada diversos de seus endereços como destinatários de ação da Polícia Federal, que neles cumpriu mandados de busca e apreensão. Foi uma operação da Lava Jato de São Paulo que investiga crimes eleitorais como formação de caixa dois e lavagem de dinheiro. A PF levanta a hipótese de que cerca de R$ 270 mil foram transferidos ilicitamente dos fundos da Força Sindical para o escritório de advocacia de um familiar de Paulinho.

POLÍTICA
Leste Europeu assiste ao fortalecimento da extrema-direita

Leszek Szymanski

O populismo de extrema-direita no Leste Europeu está mais fortalecido com a reeleição de Andrzej Duda para a presidência da Polônia (novo mandato de cinco anos), no final da semana passada. A vitória se deu contra o candidato liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia. Às urnas compareceram 68% da população (havia vinte e cinco anos que tal porcentagem não era alcançada) e Duda saiu-se vitorioso com 51,2% contra 48,8% dos votos. Nenhum analista político da Europa tem dúvidas de que Duda e o partido governista Lei e Justiça (PiS) se tornarão ainda mais autoritários nesse segundo período no poder: com certeza haverá fortes tentativas de fechar o poder judiciário, censurar a imprensa, estigmatizar os homossexuais e combater aqueles que são favoráveis ao aborto. “O mais importante é completar as reformas no judiciário e em outros órgãos de Estado. Então, tudo será mais profissional e rápido”, declarou o ministro da Justiça, Zbigniew Ziobro. O PiS também se coloca abertamente contra o abrigo a refugiados e imigrantes e vem promovendo uma série de nomeações ilegais de juízes. Com isso, aquilo que Duda tentou mas não conseguiu em seu primeiro mandato certamente conseguirá agora: mudar a constituição do país e aprofundar ainda mais o totalitarismo. Apesar da pouca diferença de votos, ele se mantém mais fortalecido no poder. E a União Europeia se vê mais radical, extremista e bastante conservadora.

União Europeia sem a Polônia

Para o diretor de relações públicas da Open Dialogue Foundation na Polônia, Martin Mycielski, não se deve alimentar a incerteza de que o país sairá da União Europeia: “se você quer fazer parte de um clube, precisa seguir as regras. Recusar-se é o mesmo que deixá-lo”.

Sociedade
Eleições sem biometria

WILSON DIAS/AGENCIA BRASIL

A impressão digital também perdeu espaço em meio à pandemia. Nessa semana, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu cancelar a biometria para as eleições municipais, previstas para o fim do ano. A decisão veio após recomendações de infectologistas e técnicos da Corte.

84% dos pedidos de habeas corpus por risco de coronavírus foram negados pelo Supremo Tribunal Federal

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