A semana

O roubo da “árvore da vida”

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TESOURO O manuscrito e o desenho de “A origem das espécies”, de Charles Darwin: valor histórico incalculável e valor financeiro de milhões de libras (Crédito:Divulgação)

Ao longo de vinte anos, sucessivas equipes de pesquisadores e arquivistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, vasculharam minuciosamente o local na captura de um material que, de tão valioso do ponto de vista histórico e financeiro, sequer se cogitava a hipótese de que ele estivesse perdido para sempre. Na semana passada, finalmente, a universidade se rendeu e anunciou de forma oficial que provavelmente foram furtados de sua biblioteca, no ano 2000, dois cadernos contendo manuscritos do naturalista e biólogo britânico Charles Darwin. Em um desses cadernos há o primeiro desenho que Darwin fez e chamou de “árvore da vida” — na verdade, uma tentativa de explicar a relação entre espécies que habitam a Terra. Tal desenho serviu-lhe de base para organizar e escrever uma das mais revolucionárias obras no campo da biologia: “A origem das espécies”, publicada em 1859 (somente esse desenho é avaliado em milhões de libras). Os cadernos já estão incorporados aos arquivos da Interpol no espaço reservado a “obras de arte roubadas”. O anúncio do furto se deu na terça-feira 24, mesmo dia em que veio à luz a primeira edição do livro de Darwin, há 161 anos. A “árvore da vida” foi desenhada pelo naturalista a bordo de um navio de pesquisas científicas da marinha britânica, em 1837, época em que ele começou a esboçar as primeiras ideias daquilo que viria a ser a sua “teoria da seleção natural das espécies”.

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Fala a Universidade de Cambridge

“Depois de uma busca constante e exaustiva, a mais importante da história da universidade, os curadores chegaram à conclusão de que os cadernos foram provavelmente roubados”

CORRUPÇÃO
Arthur Lira, líder do Centrão, segue como réu

Kleyton Amorim

Na terça-feira 24, a Primeira Turma do STF já havia formado maioria de votos pela manutenção do deputado Arthur Lira (foto), líder do Centrão e aliado do presidente Jair Bolsonaro, como réu em processo por corrupção passiva. É acusado de ter recebido R$ 106 mil sob a forma de propina para assegurar que o ex-presidente da CBTU, Francisco Colombo, fosse mantido no cargo. Cada Turma da Corte é composta por cinco ministros. O julgamento foi interrompido pelo pedido de vista de Dias Toffoli, mas, a essa altura, três ministros já tinham votado pela continuação do processo. Lira é cotado como candidato (de Bolsonaro) para o lugar de Rodrigo Maia na presidência da Câmara.

LIVROS
Um culto e imperdível “dicionário” da censura

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José Roberto de Castro Neves é advogado e escritor. Escreveu “O direito em Shakespeare” e agora acaba de lançar outra obra-prima: “O espelho infiel”. Pode-se dizer que se trata de uma espécie de “dicionário” da censura — abrangente e culto. Dentre diversos episódios, vale citar três: em 1856, o francês Gustave Flaubert (à esq.) publicou o livro “Madame Bovary”. Foi levado à Justiça sob a acusação de ofender a moralidade pública. O livro “Ulysses”, escrito pelo irlandês James Joyce, é, sem dúvida, um dos maiores clássicos já produzidos pela humanidade. Ficou censurado na Inglaterra durante quatorze anos (1922 a 1936).

DESCOBERTA
Mistério no deserto

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Foi encontrado um objeto que nada tem a ver com a paisagem desértica do oeste dos EUA: um obelisco de metal, de mais de três metros de altura. Sabe-se apenas que foi deixado lá há muito tempo. Há quem diga que é uma obra de arte; há quem diga que foi colocado no local por extraterrestres.


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JUSTIÇA
Por que o doleiro dos doleiros foi absolvido

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*E eis que Dario Messer, o doleiro dos doleiros, confessou ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro ter cometido os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa.
*E eis que a 4ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro absolveu Messer.
*E eis que a absolvição se deu porque o Ministério Público não anexou ao processo a confissão de Messer, e assim o juiz não tinha como saber que ele admitira os crimes.
*E eis que, se houve omissão, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro tem de ser investigado. O órgão alega que a ação contra Messer é sigilosa.
*E eis que não há sigilo no processo.
*E eis que, pelo acordo de delação, Messer teria de devolver R$ 1 bilhão.
*E eis a questão: absolvido, tal fortuna ainda terá de ser devolvida?

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