Tudo o que você precisa saber sobre os Jogos Olímpicos de Inverno 2026

Cerimônia de abertura dos Jogos de Milão-Cortina será nesta sexta-feira, 6 de fevereiro

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A competição dos Jogos de Inverno já começaram, mas a abertura será nesta sexta-feira, 6 Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 estão prestes a começar e levam à Itália o maior evento mundial dos esportes disputados no gelo e na neve. Esta será a 25ª edição da competição, que reúne atletas de diferentes países em provas que combinam técnica, velocidade e resistência em cenários de inverno.

A história dos Jogos de Inverno começou há mais de um século. Antes de terem um evento próprio, modalidades como patinação artística e hóquei no gelo chegaram a integrar o programa dos Jogos Olímpicos de Verão. Em 1924, durante o ciclo olímpico de Paris, foi realizada em Chamonix, nos Alpes Franceses, uma Semana Internacional de Esportes de Inverno, que mais tarde seria reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional como a primeira Olimpíada de Inverno.

Desde então, os Jogos passaram a acontecer a cada quatro anos. A partir de 1994, o evento passou a ser realizado em anos pares diferentes da Olimpíada de Verão, ganhando calendário próprio e identidade definitiva dentro do movimento olímpico.

Em Milão-Cortina 2026, serão 16 esportes em disputa. A principal novidade desta edição é o esqui de montanhismo, modalidade que coloca os atletas à prova em percursos que envolvem subidas e descidas de montanhas no menor tempo possível. Além dela, seguem no programa esportes tradicionais como esqui alpino, snowboard, bobsled, skeleton, patinação artística, hóquei no gelo, entre outros.

Esta será a terceira vez que a Itália recebe os Jogos Olímpicos de Inverno. O país já sediou a competição em Cortina d’Ampezzo, em 1956, e em Turim, em 2006. Em Milão-Cortina 2026, a cidade de Cortina voltará a ter papel central, reutilizando estruturas históricas da edição de 1956, como a montanha que receberá as provas do esqui alpino feminino e o ginásio que sediará as disputas do curling.

A edição de 2026 contará com um formato diferente das Olimpíadas tradicionais. Com foco em sustentabilidade e em redução de custos, a organização optou por um modelo descentralizado, espalhando as competições por diferentes cidades do norte da Itália, muitas delas já acostumadas a receber eventos internacionais de esportes de inverno.

As principais obras ficaram concentradas em dois projetos: a construção de uma nova arena indoor em Milão, que receberá os principais jogos do hóquei no gelo, e a modernização da tradicional pista Eugenio Monti, em Cortina, onde serão disputadas as provas dos esportes de trenó.

A transmissão dos jogos no Brasil será feita pela CazéTV. O canal exibirá as principais competições ao vivo, além de conteúdos especiais ao longo do evento, com destaque para os esportes, os atletas e os bastidores da Olimpíada. A proposta é levar o público brasileiro a acompanhar os Jogos de forma acessível e próxima, conectando informação e entretenimento durante toda a competição.

O Brasil nos Jogos de Inverno

O Brasil disputa os Jogos Olímpicos de Inverno desde Albertville-1992 e chega a Milão-Cortina 2026 para sua décima participação. A edição deste ano já é histórica. Isso porque, a delegação brasileira será a maior da história do País na competição, contando com 14 atletas, além de um reserva.

Os brasileiros estarão presentes em cinco modalidades: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. O melhor resultado do Brasil em Jogos de Inverno aconteceu em Turim-2006, quando Isabel Clark terminou na nona colocação do snowboard cross.

De volta à Itália vinte anos depois, o Brasil chega com nomes que alimentam expectativa por um resultado histórico. Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener acumulam medalhas em etapas de Copa do Mundo e bons desempenhos em competições internacionais, o que os coloca como possíveis candidatos a brigar pelas melhores posições e, quem sabe, por uma medalha inédita para o País.