O que se sabe sobre os atentados a bomba planejados para o Rio e São Paulo

As ações foram frustradas após investigações conduzidas por setores de inteligência das forças de segurança

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Ao todo, 12 pessoas com idades entre 15 e 30 anos foram identificadas Foto: Pixabay

A Polícia Civil impediu nesta segunda-feira, 2, dois ataques com bombas caseiras e coquetéis molotov que estavam sendo planejados para ocorrer simultaneamente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. As ações foram frustradas após investigações conduzidas por setores de inteligência das forças de segurança, que monitoravam grupos suspeitos nas redes sociais.

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Em São Paulo, o alvo seria a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital. Ao todo, 12 pessoas com idades entre 15 e 30 anos foram identificadas e conduzidas para prestar esclarecimentos, suspeitas de planejar uma ação violenta disfarçada de manifestação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo não tinha pauta definida e pretendia apenas causar pânico e incitar a violência.

A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), braço da Polícia Civil especializado no monitoramento de comportamentos criminosos no ambiente virtual, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber). De acordo com os investigadores, os suspeitos atuavam a partir da capital, da região metropolitana e do interior paulista. Seis deles exerciam papel de liderança e ao menos um foi localizado com simulacros de armas de fogo.

Durante coletiva de imprensa, o secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a atuação da polícia foi preventiva. “É um trabalho de antecipação, de chegar na frente antes que aconteça. Não tinha pauta nenhuma, eles queriam apenas tumultuar e fazer um tipo de atentado”, disse.

As investigações apontam que o grupo integra uma rede virtual de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, voltada à discussão e incentivo de ações violentas em diferentes regiões do País. Em São Paulo, uma comunidade específica com cerca de 600 integrantes teria sido usada como principal espaço de organização do ataque. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o uso de artefatos explosivos improvisados.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil informou ter impedido um ataque semelhante que também estava previsto para esta segunda-feira. A ação ocorreria no centro da capital fluminense, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e foi classificada como uma manifestação antidemocrática. Três suspeitos foram presos.

A possível relação entre os casos de São Paulo e do Rio de Janeiro ainda está sendo apurada pelas autoridades. Segundo a SSP paulista, embora a rede monitorada tenha abrangência nacional, houve uma concentração significativa de mobilização nos dois Estados. Até o momento, não está claro qual o nível de ligação direta entre os investigados nas duas operações.