A Polícia Civil do Rio de Janeiro quer avançar nas investigações para saber a motivação do ataque a tiros no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), na manhã de sexta-feira, 28. Duas funcionárias foram encontradas mortas após o tiroteio.
As vítimas são a professora Allane de Souza Pedrotti Matos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro. Elas foram levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiram.
Após o crime, a Polícia Militar realizou buscas nas dependências da instituição, onde encontrou o corpo de um homem identificado como João Antônio Miranda Tello Ramos, também colaborador da instituição, que teria sido o autor dos disparos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o comando das investigações. Testemunhas devem ser ouvidas no começo da próxima semana.
Veja o que se sabe sobre o ataque
Como foi
Testemunhas afirmaram que o atirador invadiu a escola e foi rumo a sala onde Allane estava. Dois disparos atingiram a diretora da escola, sendo um no ombro e outro na nuca. Em seguida, foi até uma outra sala e atirou em Layse. Duas balas a acertaram, sendo uma na cabeça e outra na barriga.
Após o crime, o atirador se escondeu em uma terceira sala, onde efetuou disparos contra si.
Quem são vítimas

Allane de Souza Pedrotti Mattos era coordenadora pedagógica e de ensino do Cefet/RJ. É doutora em letras, com passagens pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF). Ela também passou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca.
Compositora, Allane cantava e tocava pandeiro em rodas de samba cariocas.

A segunda vítima é Layse Costa Pinheiro. Ela atuava como psicóloga da escola. Ela prezava pela discrição, mas admitia a paixão por música e dança de salão.
Quem é o atirador
João Antônio Miranda Tello Ramos era funcionário da escola, mas estava afastado das funções por 60 dias após ser diagnosticado com problemas psiquiátricos. Antes, entre 2019 e 2020, o atirador atuou na função de Allane na mesma escola. Testemunhas afirmaram que ele queria retornar aos trabalhos exatamente na função da vítima.