O que raios esses velhacos podem fazer pelo Brasil, senão mais do mesmo

Crédito: Evaristo Sa/AFP

(Crédito: Evaristo Sa/AFP)


São vinte e seis estados e um Distrito Federal. Quase seis mil municípios. Ou seja, vinte e sete governadores e cinco mil e tantos prefeitos. Milhares de vereadores, deputados estaduais e federais e senadores da República.

Promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros (de Estado e de Tribunais), secretários de governo, assessores de absolutamente tudo, policiais, delegados, militares, médicos e professores – apenas na esfera pública.

Na iniciativa privada, temos trabalhadores, empresários, profissionais liberais, consultores, artistas, jornalistas, economistas, analistas, banqueiros, influencers digitais, comunicadores, youtubers, coachers, pensadores, palestrantes…

O Brasil é enorme; é gigante. Possui praias, montanhas, sertões, agricultura familiar e latifundiária, pecuária de corte e de leite, mineração de ponta, hospitais de vanguarda, petróleo, economia e mercado consumidor imensos.

PQP! Por que diabos, diante deste gigantismo todo, em meio a 215 milhões de habitantes, só conseguimos produzir e olhar para dois dos piores políticos da nossa triste história – senão os piores – como candidatos a presidir o País?

Que maldição hipnótica, transe coletivo, surto de burrice ou cegueira extremas são estes que nos impedem de encontrar nomes decentes, honestos, humanos, racionais, capazes e preparados para – ao menos!! – tentar nos tirar do buraco?

Por que essa fixação em velhos e velhacos; em velharias ultrapassadas, sem quaisquer novas e boas ideias, ou projeto de futuro para o país? Gente mesquinha, asquerosa, com passado e presente imorais, obcecadas por dinheiro e poder?

Será que não bastaram o mensalão e o petrolão, de Lula da Silva, o meliante de São Bernardo? O triênio de recessão de Dilma Rousseff? As catástrofes sanitária e econômica produzidas por Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto?

Não bastaram as rachadinhas, as mansões, os pixulecos, os lulinhas? Não bastaram o Queiroz, o José Dirceu, as ditaduras, os torturadores, os milicianos? Não basta a gasolina a R$ 8, o dólar a R$ 6, a inflação e os juros em 10%?

É incompreensível para mim – inacreditável mesmo!! – observar, a cada nova rodada de pesquisas eleitorais, a solidificação de um cenário tenebroso, onde parte do País se divide entre um ladrão e uma aberração, e a outra parte inexiste.

Há tanta gente, se não boa, melhor – muito melhor!! – do que estes dois trastes: João Doria, Eduardo Leite, Henrique Meirelles, Sergio Moro, Simone Tebet, Rodrigo Pacheco, Luiz Mandetta (apenas para ficar com os mais conhecidos).

Na boa, o que Lula pode oferecer de novo, senão mais do mesmo? O que Bolsonaro pode fazer de diferente? Por que essa viseira eleitoral intransponível? Por que essa vontade incontrolável de continuar sendo o lixo que somos?

Sextou! Aproveitem o fim de semana e reflitam sobre o que realmente querem para o futuro. Não se esqueçam: nada está tão ruim que não possa piorar. Ainda não chegamos ao fundo do poço, é verdade, mas estamos a um palmo dele – ou de seu alçapão.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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