Especial

O que aprendemos

No meio de tantas incertezas, a pandemia ensinou lições que vão nos guiar por um bom tempo

O que aprendemos

Especial – Brasil 400 mil mortos

A ciência precisa ser valorizada. A medicina é crucial para salvar vidas. O despreparo dos políticos é o grande calcanhar de Aquiles da humanidade. Haverá outras pandemias. A máscara veio para ficar. Lavar as mãos é essencial. A tragédia da Covid vai deixar importantes lições para as próximas gerações. No Brasil, aprendemos que um presidente pode influenciar negativamente as atitudes nos cidadãos.

Na economia, houve avanço na desconstrução do mito que defendia o fim do Estado. Sem a presença da saúde pública e do auxílio financeiro aos mais pobres, tudo teria sido ainda mais dramático. O professor de economia do Mackenzie, Vladimir Maciel, afirma que “aprendemos que os itens básicos, como alimentos e produtos de higiene, têm um valor maior do que estávamos dando”. A colaboração entre países na pesquisa de vacinas e na criação de protocolos internacionais, elaborados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram cruciais para sonhar com o fim de pandemia. Sozinhas, as nações teriam levado bem mais tempo para encontrar soluções eficazes.

Nada, porém, será como antes. O trabalho remoto veio para ficar – a solução para os problemas do trânsito pode nascer dentro desse contexto. Mais qualidade de vida, menos deslocamento até o local de trabalho. A importância da cultura tornou-se uma verdade incontestável: o vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, disse que “a cultura foi um dos maiores alicerces para sorrir, refletir, sentir o coração mais quente na busca por esperança nos momentos mais difíceis”. Isso provou-se fundamental para elevar o espírito e manter a saúde mental.

Hipóteses iniciais caíram por terra. A reinfecção é uma realidade e ninguém está imune ao vírus. Pessoas jovens e com saúde impecável também morrem de Covid. A mutação do vírus, com a criação de novas variantes, é um complicador. Ainda não se sabe quanto tempo é a eficácia das vacinas e nem quais são todas as sequelas que a doença deixa.

As incertezas ainda são muitas. Até mesmo a vacina levanta muitas interrogações. Segundo o médico e coordenador da Maternidade Madre Theodora, Anderson Borovac, a vacinação das gestantes ainda não tem estudos suficientes, mas “as complicações por contaminação do coronavírus são superiores aos riscos das vacinas aplicadas no Brasil”, disse Borovac. Ao ouvir a ciência, aprendemos sempre – um passo de cada vez .