Edição nº2577 17/05 Ver edições anteriores

O PT faliu a Varig

Crédito: Divulgação

À MINGUA O comandante da Varig, Paulo Antony, luta há 13 anos para receber as indenizações trabalhistas (Crédito: Divulgação)

A Varig, que era a maior empresa de aviação do Brasil, quebrou em 2006. E o PT de Lula, que estava no poder nessa época, foi o grande responsável pela sua falência. Quem afirma isso é Paulo Antony, comandante da Varig por mais de 20 anos e que até hoje luta na Justiça para ter seus direitos trabalhistas pagos. Antony lembra que a empresa começou a ter problemas em 2002, quando os petistas procuraram o então presidente da companhia, Ozires Silva, para que contribuísse para a campanha de Lula
à presidente. Ozires deu um sonoro não. Depois disso, o então presidente do PT, José Dirceu, disse que se o PT fosse eleito, a Varig passaria a pão e água. E foi isso o que aconteceu.

Boicote

Com uma dívida de R$ 8 bilhões, o governo vetou socorro do BNDES, enquanto concedia generosos empréstimos para Cuba e Venezuela. Além disso, Dirceu obrigou a Infraero a espremer a Varig e proibiu que a BR Distribuidora a dar crédito para a companhia abastecer suas aeronaves. A prioridade era ajudar a TAM e a GOL, de amigos petistas.

Desemprego

O advogado Roberto Teixeira, amigo de Lula, também ajudou a quebrar a empresa. Na crise, foi vendida por US$ 24 milhões para o grupo do chinês Larchan e, com a ajuda de Teixeira, revendida meses depois à GOL por US$ 275 milhões. Teixeira ganhou US$ 5 milhões. Pior: 15 mil trabalhadores ficaram na rua, segundo o advogado Mellilo Diniz.

Polícia nas universidades

Marcio Nascimento/MCTIC

O deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), o Hélio Bolsonaro, como é conhecido, apresentou projeto na Câmara para permitir que os campi universitários sejam ocupados pela polícia. Não só para conter estupros ou roubos, mas para evitar que estudantes preguem cartazes, por exemplo, de Che Guevara.“Se quiser, o aluno que estampe essas imagens em suas camisetas”.

Rápidas

* Na crista da onda dos ataques comandados contra ele pelo filósofo Olavo de Carvalho, o ministro Santos Cruz foi aconselhado a pedir um carro oficial com proteção. O ministro se fez de rogado: “Sou general e sei cuidar da minha segurança”.

* Depois da repercussão negativa do edital para a compra de lagostas e vinhos pelo STF, conforme mostrou reportagem de ISTOÉ, a juíza Solange Salgado, de Brasília, suspendeu a farra, mas o TRF-1 manteve o negócio. Um escândalo atrás do outro.

* O presidente Jair Bolsonaro cancelou ida a Nova York para receber o prêmio de “Homem do Ano”, nesta terça-feira 14, mas a festa acontecerá sem ele: o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, receberá seu prêmio normalmente.

* A ausência foi comemorada pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, para quem o presidente brasileiro é intolerante, homofóbico e não defende a Amazônia como deveria. Blasio venceu.

Retrato falado

“Se me apresentar como candidato, vou até o fim” (Crédito:Gabriel Reis)

O apresentador de televisão José Luiz Datena (DEM) está pensando em se lançar candidato a prefeito de São Paulo no ano que vem, para disputar o cargo do prefeito Bruno Covas. Disse que, para isso, deverá até mudar de partido e que já está conversando com o PSL e com o PP. No ano passado, lançou-se candidato ao Senado, mas desistiu na hora H. Preferiu ficar na Band, onde ganha salários milionários. Desta vez, afirma que se lançar candidatura, não vai refugar.

O retorno de Joaquim

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, quer retomar o sonho de vir a disputar a presidência da República em 2022. No ano passado, ele esteve próximo de se lançar candidato a presidente pelo PSB, mas depois de várias reuniões com o comando do partido, resolveu desistir. Chegou a estar bem cotado nas pesquisas eleitorais e até tinha chances, mas achou que o PSB não reunia condições estruturais para encarar a missão, sobretudo porque o partido não lhe ofereceu retaguarda para a campanha. Joaquim frustrou, assim, muita gente que desejava ver decolar uma candidatura que levantasse a bandeira do combate à corrupção.

Planos

Joaquim até já almoçou, no final de março, com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e tem um projeto de começar a se expor mais publicamente nos próximos meses para ir se capitalizando para a disputa. A derrocada do governo Bolsonaro, que se perde em discussões inúteis, tem animado o ex-ministro.

O bonde da ministra

Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, partiu na última segunda-feira 6 para uma viagem de 16 dias pelo Japão, China, Vietnã e Indonésia, à titulo de “promover os produtos brasileiros no exterior”, como frutas, café e soja. Até aí, tudo bem. O problema é que a comitiva dela vai levar 98 pessoas, incluindo seus assessores. Tudo pago pelo povo.

Mourão também vai

Além dessa comitiva, no final do mês será a vez do vice-presidente Hamilton Mourão viajar para a China. Só que ele não vai com o Airbus A-319 da Presidência, com capacidade para 124 passageiros e pilotado pela capitão Carla Borges, que serve Bolsonaro. Vai com o pequeno Legacy (Embraer), com capacidade só para 15 pessoas.

Toma lá dá cá

Deputado Capitão Derrite (PP-SP)

Agora que a reforma da Previdência chegou à Comissão Especial, o senhor acredita que vai tramitar mais rapidamente?
Sim, a análise da constitucionalidade e a posterior criação da Comissão Especial são essenciais para tramitação da PEC da Previdência com celeridade. Não houve, até o momento, empecilhos maiores.

O projeto do governo passa por inteiro?
Há um alinhamento entre o governo e o Parlamento sobre a necessidade da reforma. Pequenos ajustes ocorrerão, a fim de gerar o menor prejuízo à população.

A PEC precisará sofrer grandes modificações?
Na essência, não. Pode haver alterações pontuais. Isso é natural. Mas a iminência da reforma e seus pontos estruturais devem permanecer os mesmos.

Cunha quer voltar

Antonio Cruz/ Agência Brasil

A amigos, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, diz que pretende voltar à política ainda em 2019. Ele acredita que pode conseguir o benefício da prisão domiciliar e, assim, voltar a se articular com colegas no Congresso. Vale lembrar que Cunha é o “pai” do Centrão, que hoje vem criando dores de cabeça para Bolsonaro.

 


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