Edição nº2539 17/08 Ver edições anteriores

O poliano

Se tem uma coisa que me tira do sério é mesquinharia e pessimismo.
Gente que só vê o lado ruim das coisas, sabe?
Tudo tem dois lados, bonitão.
Essa crise de otimismo começou com críticas aos nossos funcionários públicos.
Gente que por ser tão sofrida, precisa se aposentar antes e em melhores condições. Qualquer um pode entender isso. Menos os pessimistas.
Há quem crie caso até com o bônus de desempenho que alguns funcionários públicos recebem depois de aposentados,
ô gente encrenqueira.
Como se funcionário público não tivesse que desempenhar sua aposentadoria.
Outra: não entra na minha cabeça como tem gente que encrenca com funcionários públicos que ganham 30 mil reais, recebem auxílio-pré-escola e auxílio-alimentação.
Por acaso o filho de um funcionário público não precisa estudar? Ou o próprio funcionário não precisa se alimentar?
Mas essa gente não tem limite.
Encasquetam também com os deputados.
Criticam o fato de também receberem benefícios considerados “exagerados”.
Ah, pronto.
Desde quando combustível, passagens aéreas, auxílio-restaurante, auxilio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-dentista podem ser considerados benefícios?
Olhem para o próprio umbigo, retrógrados.
Vejam suas próprias benesses, ao invés de criticar as dos outros.
Sobre suas pausas para o cafezinho ou para ir ao banheiro você não se lembra na hora de criticar o auxílio-farmácia, né?
Os deputados merecem cada centavo que recebem porque são os pilares que sustentam nossa democracia.
São homens dignos e responsáveis.
Tanto é que na segunda-feira, dos 513 deputados, apenas 80 e poucos compareceram na Câmara, os outros 400 e tantos estavam em suas bases, escutando seus eleitores para continuar o exemplar trabalho que vêem fazendo.
Mas os críticos sempre aparecem com uma nova bobagem.
Agora a moda é pegar no pé de juízes famosos e escrutinar seus salários, como se isso fosse da nossa conta só porque são pagos com o nosso dinheiro.
Auxílio-moradia, por exemplo, é o alvo da vez dos encrenqueiros.
Dizem que só porque mora na mesma cidade em que trabalha, ou porque sua mulher, que também é juíza já recebe o tal benefício, o sujeito não deveria receber auxílio-moradia.
Vão morar embaixo da ponte, nossos magistrados?
É isso que querem os críticos?
Será que quem critica não percebe a dificuldade que é para um juiz – no Rio de Janeiro, por exemplo — sobreviver com um salário de trinta e poucos mil reais?
Será que essa gente sovina acha demais pagar para os juizes auxílio-saúde, auxílio-pré-escola, auxílio-educação, auxílio-alimentação e auxílio-transporte?
Ora por favor.
Essa gente pessimista não se dá conta que o País não precisa mais se preocupar com essas pequenezas.
O tempo passou. O Brasil mudou!
Graças ao nosso presidente e sua equipe econômica, fechamos o ano passado com um prejuízo de apenas 129 bilhões de reais.
Pense nisso, seu baixo-astral dos infernos. Uma economia de mais de 20 bilhões, já que nossa meta era um buraco de 150 bilhões!
Mas essas vozes negativas ao invés de verem o copo meio cheio, insistem para os juizes apertarem o cinto, era só o que faltava.
Outra coisa que essa raça de traidores da pátria insiste:
a reforma da Previdência.
Enquanto o presidente Temer luta diuturnamente, até liberando 10 milhões do seu dinheiro para que os deputados possam discutir e aprovar essa importante matéria, vozes dissonantes dizem que, se a reforma ficar para o ano que vem, a Previdência vai dar um prejuízo de 177 bilhões.
E dai? E dai? Vejam o PIB, ingratos! Vejam o PIB.
Com um PIB crescendo como o nosso, o que são 177 bilhões?
Dinheiro de pinga, isso sim.
Gente que fica martelando na mesma tecla do desemprego.
Olham para os 13 milhões que estão desempregados há dois anos e esquecem de ver os milhões e milhões que continuam empregados.
Desculpem o desabafo.
Mas paciência tem limite.
Tudo tem dois lados.

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Mentor Neto

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